Julie & Julie e Julie & Julie e Julie & Julie

O que é isso, Sandra, os gatos andaram passando sobre seu teclado de novo?

Não, é que eu queria, de novo, falar sobre Julie & Julia.

Terminei de ler o livro há dois dias. Assisti o filme há alguns anos e a comparação com o filme é inevitável, bem como a curiosidade envolvendo a autora.

Suponho que você já tenha lido o livro ou assistido ao filme, afinal ambos são da década passada mas, se não leu ou assistiu, vou fazer um breve resumo, na medida do possível.

Julia Child foi uma chef americana. Casada com um diplomata e morando em Paris no final dos anos 1940, depois de algumas tentativas frustadas para passar o tempo - como aprender a fazer chapéus - ela se descobriu apaixonada pela culinária e se matriculou na famosa escola de gastronomia Le Cordon Bleu. Isso mudou sua vida. Ela foi responsável por levar a culinária francesa aos lares americanos, escreveu livros e se tornou uma apresentadora de sucesso, com seu jeito alegre e um pouco desajeitado.

Julia Child

50 anos depois, Julie Powell é uma escritora frustada que vive em Nova Iorque, está prestes a completar 30 anos e que trabalha como secretária num escritório governamental que gerencia as consequências do 11 de setembro. Numa visita à casa da mãe, ela traz consigo o livro "Mastering the Art of French Cooking", de Julia Child, a quem ela admira muito. Seu marido Eric sugere que ela crie um blog e ela se propõe a cozinhar todas as 524 receitas do livro em um ano.

Seu blog faz muito sucesso, ela participa de programas de TV e é convidada para escrever um livro sobre sua história. O livro foi lançado originalmente em 2004 e o filme, em 2009.

Julie Powell

Gostei dos dois, a história é leve e deliciosa, para mim que gosto de livros, cozinha e blogs. Como havia assistido ao filme antes, demorou um pouco para eu desvincular a imagem da Amy Adams da verdadeira Julie Powell. A Julie do livro é mais verdadeira, não tão doce quanto a da tela e fala muito palavrão.

Assisti o filme novamente enquanto lia o livro e fiquei curiosa quanto ao motivo de Julia Child dizer não ter gostado do blog e acabei descobrindo mais algumas coisas. Julia talvez tenha achado a forma de escrever de Julie um pouco desrespeitosa mas, no livro, Julie conta que escreveu para Julia e recebeu um bilhete gentil em retribuição.

Enquanto terminava de escrever o livro, Julie Powell se envolveu com um antigo namorado e teve um affair com ele. Ela também foi trabalhar num açougue e lançou um segundo livro, Destrinchando, no qual expõe, com o consentimento de Eric, seu marido, essa fase de traição e obsessão.

Loucura né? Fiquei me perguntando o que leva uma pessoa a se expor desta forma. Talvez eu entenda um pouco ao ler o livro. Comprei num sebo online e ele chega na semana que vem. Vou lê-lo assim que ler A Distância Entre nós, da Thrity Umrigar.

Não consegui muita informação sobre Julie Powell depois disso. Ela não lançou mais nenhum livro, tem uma página no Facebook quase mais nada.

Sobre mim, me empolguei sobre este universo e, vocês sabem que eu sou uma entusiasta da panificação então comprei o livro Baking with Julia por uma bagatela no eBay.


Mais uma coisa, se puder assista a esta comparação entre a maravilhosa interpretação de de Meryl Streep e a verdadeira Julia Child,



Sandra 

Iogurtes Infinitos - dia 5

No café da manhã tomei o colágeno com mel e foi a melhor experiência até agora. Assim como a aparência sedosa, o sabor é bem suave e agradável. À tarde experimentei o viili. Ele e ácido e tem um sabor bem característico que eu ainda não consigo definir.


Ainda sobre o viili, escuta esta história. A vendedora havia me mandado a lista dos nomes dos iogurtes, a mesma que compartilhei com vocês num dos primeiros posts. O viili é também chamado de viili longo, por motivos que ainda vou descobrir. No primeiro dia do preparo, abri a embalagem e fui preparando cada um dos iogurtes e anotando o nome que estava no envelope. Um deles tinha Congo no nome. Eu li "vilu congo". Eu tinha lido que havia um iogurte cultivado por tribos africanas e pensei que pudesse ser esse. Quando percebi que o nome não estava na lista e não o encontrava em pesquisas na internet, vi que tinha algo errado, afinal, se o Google não encontra é porque não existe, não é mesmo?
Bastou eu fazer o match pra descobrir que o que eu identifiquei como "vilu congo" é, na verdade, o viili longo.

Eu tinha os iogurtes dos últimos dias na geladeira e misturei todos com gelatina. Ficou parecido com iogurte de garrafa, comprado em mercado. Um leve sabor amargo me preocupa. Alguns dos iogurtes tem este sabor e ainda não sei se é característica deles ou se estou com alguma alteração. Quando perdi meu kefir, ele tinha um sabor amargo.

Hoje não vou fazer o cultivo pois preciso de novos potes, que pretendo comprar amanhã cedo. Como estou cultivando uma quantidade pequena de cada iogurte, cerca de 50 ml, pretendo comprar copos americanos.

A partir de hoje vou anexar nos posts uma tabela com os iogurtes e as informações em aprendizado sobre cada um. Também vou diminuir a frequência dos posts.

Os próximos passos são:

  • providenciar novos vidros para o cultivo;
  • pesquisar sobre as características e particularidades de cada iogurte;
  • pesquisar sobre os micro-organismos de cada iogurte;
  • fazer seleção de receitas com iogurtes. 


Go iogurtes!



Sandra 

Iogurtes infinitos - dia 4

Nada como um dia após o outro para colocarmos as coisas em ordem e deixarmos o tempo fazer seu trabalho.

Ontem fiz a segunda fase em 7 dos 11 iogurtes, que consistia em:
- espremer, retirar e descartar a gaze;
-  misturar bem;
-  separar uma colher de sopa de iogurte e misturar com 100 ml de leite para produzir mais iogurte;
- armazenar o restante em potes e colocar na geladeira para serem consumidos em até 2 dias.

Os quatro iogurtes restantes, entre eles o kosher, ainda não estavam no ponto então deixe-os maturando um dia a mais.

A cada iogurte que preparado, é preciso usar uma colher diferente e eu experimentei cada um para ter ideia do sabor. Há diferença de consistência e sabor em cada um. No geral alguns são mais suaves e outros mais ácidos. Acredito que no decorrer de uma semana já será possível identificar melhor um pouco das características de cada um.

Hoje pela manhã troquei o iogurte industrializado pelo greek, com banana e aveia. Adocei um pouquinho e o sabor é bem suave.

Depois que preparei os iogurtes ontem pensei que, se diariamente eu reproduzir os 10 iogurtes (o kosher precisa de mais tempo) com 100 ml de leite cada, eu vou ter, diariamente 1 litro de iogurtes, o que é muito. Nesta primeira fase só a cobaia aqui faz as degustações então, a partir de hoje, reduzi a quantidade de leite para 50 ml aproximadamente.

À noite, antes dos cuidados de hoje, tomei o skyr. Achei bem forte, com o toque amargo, o que não me deixou muito empolgada. Não sei porque raios temos aqui em casa uma misturinha bem artificial sabor morando. Eu uso eventualmente para fazer sorvete. Misturei um pouco deste pó no skyr e comi.

Os três iogurtes que ficaram maturando mais um dia, de ontem para hoje, foram o caspian, o viili e o colágeno. Todos eles estavam bons hoje e o colágeno tem uma textura bem sedosa.

Já estou me familiarizando com os nomes dos iogurtes e agora cuido deles em ordem alfabética.



Amanhã vou provar dois ou três iogurtes diferentes e pretendo usá-los em receitas, substituindo o leite quando for possível e também processar com frutas e congelar.

Vou começar a pesquisar mais sobre cada um deles e nós vamos aprendendo juntos.

Go iogurtes!



Sandra 

Iogurtes infinitos - dia 3

O dia hoje foi bem puxado. Correria no trabalho, avaliação para fisioterapia, véspera de prova do meu filho, jantar... ufa! Só perto das 22 horas consegui olhar os iogurtes. Confesso que tinha ficado desanimada ontem após olhar cada um deles e ver que não tinham mudado em nada na aparência. O plano para hoje era ver se haviam inoculado e, caso negativo, deixar mais 24 horas. Para minha surpresa e alegria, eles haviam reagido, estavam firmes. Obrigada pela torcida!


Minha vontade mesmo era deixar para continuar amanhã pois estava muito cansada mas a orientação para esta segunda fase estava bem clara: esperar 16 a 24 horas e eu não quero correr o risco de estragar os iogurtes e perder meu investimento e o trabalho. O kosher, o diferentão, vai ficar mais um pouco, até 72 horas ou, até que esteja bem sólido a ponto de não derramar quando o vidro for virado de cabeça para baixo.

Me organizo e penso na logística de cuidar dos iogurtes: vai ser preciso ter um par de vidros identificados para cada iogurte e também potinhos para acondicionar os iogurtes prontos, também identificados.

Preciso arrumar os potes de vidro então hoje vou retirar as gazes, transferir os iogurtes para potinhos identificados, deixando uma colher de sopa de iogurte no pote de vidro e começar uma nova cultura. Uma colher de sopa é o suficiente para 100 ml de leite. Amanhã vou poder finalmente experimentar os iogurtes.

Será que são muito azedos? Será que  eu vou sentir diferença no sabor entre eles? E se tudo der certo, o que eu vou fazer com 100 ml de 11 tipos de iogurtes diferentes?


Sandra




Iogurtes infinitos - dia 2

Eu deveria estar dormindo mas quis aproveitar para deixar em dia a saga dos iogurtes.

Após 24 horas, eu deveria descartar o soro que se acumulou nos iogurtes, acrescentar mais 50 ml de leite e aguardar de 16 a 24 horas. Eu fiz tudo isso mas, antes, senti aquela sensação desagradável de ter sido engada. É cedo para perder a fé na humanidade mas o fato é que meus iogurtes não apresentaram nenhuma alteração. A olho nu, é só uma mistura de leite e gaze. Sem alteração de cheiro ou consistência.

Na orientação do kosher, especialmente, dizia para virar o copo de cabeça para baixo e o iogurte estaria tão sólido que não cairia. Senti vontade de rir... ou de chorar.

Amanhã vou ver se há alguma alteração e, se não houver, vou deixar por mais 24 horas.

Torçam por mim. Go iogurtes!

Sandra

Iogurtes infinitos, dia 1

PROBIÓTICOS são microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo. (Anvisa)

Comprei um combo de 10 "mudas" de iogurtes infinitos. Recebi antes de ontem e ontem à noite iniciei o cultivo. Os iogurtes, diferentemente do kefir, não vêm em grãos, é o próprio iogurte que é misturado ao leite para produzir mais iogurte. Para poderem ser enviadas pelo correio, as mudas foram colocadas em pedaços de gazes, secas e embaladas em sacos plásticos.

De um jeito artesanal, as mudas vieram bem armazenadas: num envelope havia uma cartela feita com embalagem tetra pak em um saco plástico lacrado. Dentro do tetra pak cada muda foi armazenada e etiquetada individualmente por motivos óbvios: o contato de um iogurte com outro "contamina" as colônias e o iogurte perde suas características. Claro que eu já pensei em, depois de cultivar todos, fazer experiências com misturas de iogurtes. Como cortesia, o vendedor envio mais um tipo de iogurte.

Existe uma classificação quanto à temperatura em que os microrganismos se desenvolvem e duas delas se aplicam ao cultivo de iogurtes. Os mesóficos são cultivados em temperatura ambiente, se você vive numa região de clima moderado, ou seja, de 20° a 40°. Já os termófilos precisam de temperatura entre 40° e 85°. Dentre os iogurtes que recebi, apenas um, o que veio de brinde, chamado de kosher, é um termófilo.


Pois bem, antes de abrir as embalagens, preparei todo o arsenal: bancada da pia limpa e esterilizada com álcool, copos de vidro e colheres de chá previamente esterilizados, etiquetas, caneta permanente, papel toalha e elásticos. A identificação de cada vidro é fundamental, bem como o cuidado em não utilizar colher ou qualquer acessório de um iogurte em outro.


Junto com as mudas, recebi as instruções. Em linguagem bem simples, um pouco confusa, mas deu pra entender. Com exceção do kosher, que precisa de leite morno, todos os outros têm a mesma orientação: colocar a gaze num copo de vidro com 50 ml de leite em temperatura ambiente, cobrir com pano ou papel toalha e elástico e deixar de 24 a 48 horas.

Estes são os nomes dos iogurtes, que vieram nas etiquetas. Não sei se a grafia está correta mas nós vamos descobrir ao longo dos dias.
  • Caspian
  • Viili
  • Filmjölk
  • Amas
  • Skyr
  • Colágeno
  • Greek
  • Bulbarius
  • Buttermilk
  • Piima
  • Kosher (o diferenção, aquele que precisa de leite aquecido)

Não pude deixar de pensar na possibilidade de o vendedor, por descuido, rotular errado um ou mais iogurtes. Também olhei com desconfiança para nomes como buttermilk, greek e colágeno mas agora o momento é de fé. Ao longo desta série vamos conhecer e descobrir juntos sobre cada um deles.

Iogurtes armazenados e guardados em temperatura ambiente, amanhã veremos como estarão.

Você já tinha ouvido falar em algum destes iogurtes? Já experimentou ou cultiva algum? Eu adoraria saber.


Sandra

A louca dos probióticos

Nesta semana iniciei mais uma aventura nesta minha busca pelo conhecimento de alimentos vivos: probióticos e fermentos naturais.

(Nada a ver com o assunto mas, enquanto escrevo, assisto um episódio do Decora, no GNT, em que o Maurício Arruda decora, obviamente, um espaço no estilo boho. É muito minha cara isso).

Minha jornada começou há dois anos e de lá pra cá já experimentei muita coisa: kefir, tibico, levain, kombucha, jun. Com maior ou menor dificuldade, todos deram certo. Depois de um tempo enjoei de alguns e o armazenamento e recuperação já não foram tão bem sucedidos assim. Vou fazer posts individuais para cada assunto, como fiz para o fermento do pão de Cristo,

O assunto de hoje é sobre a minha mais exagerada empreitada. Eu estava à procura de novos grãos de kefir de leite e kefir de água, este último também chamado de tibico. Uma coisa  interessante nos probióticos é que a maioria deles não pode ser industrializada então eles vão sendo compartilhados entre vizinhos e amigos. Existem grupos de doação nas redes sociais também.

(Pausa para mandar uma mensagem para minha filha para convidá-la para fazermos "torta regina" que é feita de carolinas, caramelo e chantilly. Agora estou assistindo  Que Seja Doce).

Meus primeiros probióticos eu consegui através de doação mas confesso que não me sinto nada confortável pedindo coisas para pessoas desconhecidas e indo até a casa delas para buscar. Então procurei comprar novos grãos de kefir no Mercado Livre mas, infelizmente, duas vezes a compra foi cancelada pelo vendedor pois o tempo de envio poderia estragar os grãos.

Na busca por um novo vendedor, encontrei um anúncio de iogurtes infinitos muito atraente. O vendedor oferecia não um nem dois mas dez iogurtes infinitos diferentes. Uau! Nunca experimentei nenhum deles mas li que cada um tem característica, sabor, e origem diferente e eu estou louca para conhecê-los.

No próximo post vamos começar a trabalhar com os iogurtes infinidos.
Se você tem alguma dúvida, dica ou qualquer comentário sobre o assunto, comenta que eu vou adorar saber.

Em tempo, consegui um vendedor de kefir de leite e água e estou aguardando o envio.

Sandra

Estante de livros com reaproveitamento de materiais

Estou em minha última semana de férias*. Peguei três semanas e nestas férias não viajamos e, para falar a verdade, eu mal saí de casa. Poxa, que chato, você pode pensar. O que talvez você não saiba é que estas férias estavam planejadas desde outubro último e que eu mantinha desde então uma lousa com a contagem regressiva. Sabe por quê? Porque estas férias foram planejadas para receber e cuidar do novo morador da casa, o novo membro da gangue dos bichos, o Victor Van Vedder.

Prazer, Victor
Com uma cachorra e um gato em casa, a Mônica e o Totoro, eu precisava estar disponível em tempo integral para promover a integração do filhote e garantir seu bem estar. Missão cumprida! Duas semanas depois eles interagem, brincam e dormem próximos.

Mas o que isso tem a ver com o título da postagem? É que eu precisava ocupar meu tempo. Descansei até cansar nos primeiros dias, organizei estantes e armários e, na semana passada, coloquei em prática um projeto esboçado alguns meses atrás: fazer mais uma estante para a área da biblioteca. A "biblioteca" não é um cômodo mas uma parede no final do corredor.


Sempre quis ter um armário para guardar minha memorábilia: álbuns de fotos, journals (diários) e outras recordações. Além disso, sempre tenho livros separados para venda e doação e eles ficavam empilhados no chão da biblioteca, dando uma cara feia e bagunçada para o local.

Aliada à necessidade de um espaço, eu tinha muitas sobras de MDF e outros materiais. Nós fizemos uma casinha linda para a Mônica e o Totoro (eu nunca mostrei, vou tentar resgatar fotos) mas, depois de um tempo e após um inverno mais intenso, a casinha deixou de ser útil e nós a desmontamos. Isso estava dando trabalho porque os pedaços de MDF ficavam num canto da varanda e, como não podem ser molhados, era precisava retirá-los todas as vezes em que a varanda é lavada.

Medi o espaço disponível na biblioteca, os pedaços de MDF e calculei o que poderia ser feito.




Eu tinha ciência de que não ficaria perfeito porque:
- não sou profissional em marcenaria;
- não tenho serra circular e usaria serra tico-tico para cortar os pedaços de MDF;
- não tinha MDF suficiente nos tamanhos necessários então era preciso fazer alguns remendos.

Mesmo assim, confiando na minha criatividade, coloquei a mão na massa e montei o móvel numa única tarde:
- Pela manhã, conferi e fiz alguns ajustes no projeto e risquei o MDF;
- À tarde cortei o MDF e montei o móvel.

Por estar cansada, não conseguia pensar no acabamento. Mas nada como um dia após o outro e uma boa noite de sono. Acordei inspirada e decidi fazer uma pátina mexicana na parte externa.

Para não tornar este post muito extenso, ensino a técnica da pátina mexicana no próximo post.




Estante pintada, já numa pegada exagerada, kitsch, já que o móvel é exclusivamente meu, eu precisava fechá-la para manter seu interior mais limpo. Sei que cortinas não são uma unanimidade para fechar móveis mas a estante era uma criação 100% minha e eu decidi potencializar o estilo fazendo uma cortina usando retalhos que eu tinha em casa. Separei alguns retalhos, pensei nas combinações e mais uma vez fui dormir para amadurecer a ideia.


Cortina pronta, coloquei os pés no móvel, faltava colocar os retalhos de barra roscada para pendurar a cortina. Eu já havia deixado a estante furada, foi um sufoco rosquear toda a extensão da barra e meu filho me ajudou a serrar a sobra.


A estante mexican kitsch estava pronta!


Comentei com meu marido: sei que não está perfeito mas puxa orgulho que me deu!!

Ontem passei o dia num outro projeto: cadastrar os livros para vendê-los na Amazon.
Me propus a manter a loja por 3 meses. Vem conhecer os livros do Bazar Cultural & Colecionismo na Amazon e me ajudar a fazer os livros circularem.


Espero que tenho gostado do projeto e que ele te inspire também criar.


San


*Este post foi escrito na semana anterior mas tivemos alguns problemas de saúde e não eu não tive tempo nem ânimo para fazer a edição e publicar o post.

O que aconteceu com os ursos do Bandung Zoo?

Dias atrás, uma de minhas lembranças do Facebook era um link que compartilhei em 2017 pedindo a ajuda de meus amigos para também assinarem uma petição.


O link mostrava imagens chocantes de ursos malaios - ou ursos-do-sol (sun bears) - esqueléticos, em pé, implorando comida para os visitantes do Bandung Zoo, na Indonésia. Era de cortar o coração e perder a fé na humanidade.

A petição pedia o fechamento do Bandug Zoo. Ela exibia um vídeo feito no ano anterior pela ONG Scorpions Wildlife Trade Monitoring Group. Ao acessar o link vi que, dois anos depois, não havia ainda sido atingida a quantidade de assinaturas necessárias.

Isso me fez pensar. Após assinar a petição eu recebi algumas atualizações sobre ela e depois o assunto caiu no esquecimento. É neste ponto que eu quero chegar.

O acesso à informação se tornou algo tão banal. Em minutos podemos ter acesso a qualquer assunto, notícia, livro, música. Com um clique podemos traduzir sites de idiomas que nem sabemos qual é. O volume de informações aumentou absurdamente, em detrimento da qualidade e de nossa capacidade de absorvê-las.

Um assunto que é tão importante para mim como a proteção aos animais, um vídeo que me fez chorar de dor, em poucos meses caiu no meu esquecimento.

Talvez devêssemos parar para pensar, respirar. Desacelerar. Somos bombardeados a cada minuto por dezenas, centenas de pseudo-manifestações pró e contra todo e qualquer assunto que se possa imaginar. O Facebook se tornou um insuportável mural de compartilhamentos de imagens e links duvidosos.

Um assunto em especial que me aborrece são os compartilhamentos de maus tratos aos animais. Na maioria das vezes me pergunto, por quê? Me causa tanta dor ver animais feridos e maltratados. Isso vai mudar alguma coisa para mim? Vai mudar alguma coisa para alguém que não se importa com os animais? E para algum sádico que faz este tipo de coisa?

Em contrapartida, como aquece o coração ler e assistir histórias como as do Instituto Vida Livre, que mostram o trabalho de profissionais que se dedicam a resgatar, cuidar e preparar para soltura animais vítimas de tráfico no Brasil, ou as do The Dodo, que compartilha histórias de coragem e bondade humana em favor dos direitos dos animais e o encanto e beleza de tantas espécies.

Às vezes é preciso falar de coisas tristes como o uso de animais na indústria de cosméticos, porque a maioria de nós nem tem consciência deste assunto. Mas o que vejo diariamente é um bombardeio de compartilhamentos, num ato mecânico e sem sentimento. Parem.

Mas afinal, o que aconteceu com os ursos do Bandung Zoo?

O zoo nunca foi fechado, embora tenha havido outras denúncias de maus tratos, como a de um orangotango fumando cigarro dado por um visitante do zoo.

Ainda em 2017, por causa dos holofotes sobre o zoológico, os ursos passaram a ser melhor alimentados.

Houve pessoas que se aproveitaram da comoção mundial sobre o assunto e criaram fundos para cuidar dos animais e depois se apropriaram do dinheiro.

Numa estratégia de marketing, o zoo comemorou no ano passado, com muita divulgação, o aniversário de 1 ano de uma ursa,  com direito a balões e presentes.

Respira fundo.

O zoo mantém perfil no Instagram, criado logo após as denúncias, que mostra visitantes felizes e animais aparentemente em condições saudáveis. Me chamou a atenção uma foto de dois cães que moram no zoo e senti um arrepio ao me lembrar de cães que eram agredidos para aprenderem a andar sobre duas patas.

Após fazer todas estas pesquisas não fiquei feliz com o que encontrei nem me senti menos culpada depois de ter esquecido o assunto.

Minha sobrinha Brenda, do Sobre livros e traduções, ainda na faculdade de jornalismo, fez um trabalho em que comparava zoológicos a prisões perpétuas. Veja se isso não faz todo o sentido e é miseravelmente verdade e triste! E, ao contrário dos prisioneiros, os animais não cometeram nenhum crime para viverem enjaulados, restritos a poucos metros quadrados, privados da liberdade, do convívio com outros animais e de seus instintos de caça e sobrevivência. Tenho viva na memória a lembrança de pinguins num zoológico no interior de São Paulo, num cubículo envidraçado. Mal era possível vê-los pois os vidros estavam embaçados por causa da diferença de temperatura.

Vamos escolher nossas batalhas e lutar por elas. Ficar só compartilhando e criticando isso ou aquilo no Facebook ou no Whatsapp só faz de você um chato. Me desculpa.


Sandra

Pão de Cristo - Índice e dica adicional

Pão de Cristo: do zero ao pão

Se você quer fazer Pão de Cristo mas não tem o fermento, inicie o fermento do zero seguindo este post:

A partir do momento em que você tem o fermento, você deve refrescá-lo um dia antes de fazer o pão:

E, finalmente, fazer a massa do pão:
Pão de Cristo - Parte 3: fazendo o pão




Problemas para abrir a garrafa de fermento

Uma amiga que recebeu o fermento teve problemas na hora abrir a garrafa. São micro-organismos  então você deve abrir a garrafa com o fermento bem devagarzinho. Se conseguir, abra só um pouquinho e, se o fermento não subir, deixe assim por cerca de uma hora, depois abra mais um pouco cuidadosamente até que o gás saia todo e você possa transferir o fermento para uma vasilha. Se, ao abrir a garrafa, o fermento começar a subir, feche-a imediatamente, antes que ele transborde e você perca seu precioso líquido. Espere o fermento abaixar e tente novamente.

Por favor, não chacoalhe a garrafa! O resíduo que fica no fundo da garrafa pode ser retirado com a água que você vai usar na hora de multiplicar o fermento. Aí sim você pode misturar a água com o resto de fermento.


Pão de Cristo sem sova: o método das dobras

O pão de Cristo é um legítimo representante do slow food: requer tempo e dedicação. Eu costumo fazê-lo no fim de semana, quando tenho mais condições de estar por perto e acompanhar o crescimento da massa nas duas fermentações. Outro fator que pesa na hora de decidir quando fazer o pão é a sova. Depois que eu operei meus dois pulsos, com intervalo de 6 meses entre cada cirurgia,  para tratar síndrome de túnel do carpo, sinto uma alegria especial em poder fazer a sova, coisa que eu não conseguia fazer antes. Mas isso pede energia e nem sempre tenho disposição durante a semana então eu faço o pão usando o método das dobras. Não há diferença nenhuma, o pão cresce igualzinho e o sabor é o mesmo.

Vamos aprender?

Na hora de fazer a massa, coloque todos os ingredientes, misture bem, se precisar use as mãos para deixar a mistura uniforme, cubra a massa com um guardanapo e deixe descansando por 2 horas, de preferência num local sem corrente de ar. O forno desligado é o local ideal.

Passadas duas horas, com a massa na tigela, pegue um lado da massa com as duas mãos, puxe para cima e traga a massa para o outro lado. Faça isso em toda a volta da massa, cubra novamente e deixe descansar por 30 minutos.

Fonte: www.massamadreblog.com.br
Repita este processo mais 3 vezes com intervalo de 30 minutos. A cada intervalo você vai perceber que a massa está mais elástica.

Em resumo:
- Primeiro descanso de 2 horas;
- Dobras e descanso de 30 minutos;
- Dobras e descanso de 30 minutos;
- Dobras e descanso de 30 minutos.

Deixe a massa crescer até dobrar de volume e o restante é como a receita original.



Espero que esta postagem te inspire a criar seu próprio fermento e a compartilhar esta delícia com as pessoas queridas.

San

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