Porta-copos na parede

Minha amiga Maria, tempos atrás, organizou seu atelier e me deu algumas coisas: tintas, papéis e peças de MDF. Dentre as peças, estavam três porta-copos.


Ele já tinha aparecido aqui no blog, num teste que fiz com tingidor de madeira para criar a pátina da sapateira que fizemos.

Tem um gato DENTRO do sofá!

Quando Totoro era filhotinho, certa vez eu não conseguia encontrá-lo. Procurei por todos os cantos e nada. Bem mais tarde fomos descobrir que ele estava dentro do sofá. Sabe aquele tecido de forro que fica embaixo do sofá? Pois então, eu não sabia mas ele é preso por um velcro. O gatinho entrou embaixo do sofá, viu um vãozinho e entrava e lá ficava. Para tirá-lo, horas depois, era um exercício: um de nós levantava o sofá, enquanto o outro colocava um banquinho para servir de calço e então pegava o danadinho.

Mas isso tudo quando ele era um filhotinho. Então ontem a Luana me mandou esta foto:


Perguntei onde ele estava pois não consegui entender que madeiras e ferro eram aqueles. Então ela me mandou este vídeo:

O dia em que a Mônica desapareceu

Domingo passado aconteceu algo terrível: por um tempo, cerca de uma hora, Mônica esteve perdida.

Mônica é nossa "câ", para que não sabe. Lá no Instagram @lukaluluka rolam altas fotos dela e do Totoro, o gato.

Tinha sido uma manhã cheia, como são as manhãs de domingo. Apesar de ser um dia relax, meu marido e eu vamos à feira, ao supermercado e, às vezes, em um empório comprar castanhas. Não me lembro porque, mas eu estava chateada com alguma coisa. Chegamos em casa, guardei as compras, higienizei as frutas e legumes e comecei a preparar o almoço.

No momento do preparo de refeições, é sempre a mesma novela: a cozinha é estreita e a Mônica fica andando pra lá e pra cá, porque ela adora ficar onde eu estou e, neste caso, porque ela tem esperanças de ganhar algum petisco. Eu estava distraída e não percebi que ela não estava por perto.

Durante as refeições, outra novela: Mônica, desce, Mônica, não pode, Mônica, vai deitar. Como ela já não é filhote, geralmente ela não perturba tanto, se satisfaz em ficar deitada sob a mesa. Almoçamos tranquilamente e, só quando terminamos, meu marido percebeu e falou: cadê a Mônica?

Cadê a Mônica?

Eu logo falei: será que ela comeu alguma coisa que fez mal pra ela?? Mônica não precisa ser chamada, só na hora de ir dormir na casinha da varanda, à noite. Mônica às vezes precisa ser afastada. Aquilo não era normal.

Saímos procurando por ela pela casa, embaixo das camas, nos quartos e banheiros, e nada.

Eu saí correndo do apartamento, desci pelo elevador até o térreo, olhei pelas duas saídas do prédio, perguntei para algumas pessoas, depois desci até o estacionamento que fica no subsolo, fui até nosso carro, nada! Voltei pra casa e comecei a chorar desesperadamente, imaginando onde ela poderia estar e que eu precisava encontrá-la e logo. Meu marido disse que ia sair para procurá-la, que estava levando o celular e pra eu ficar em casa.

Um minuto depois, eu pensei "vou sair também para procurá-la. Vou avisar as crianças e dizer para eles ficarem atentos". "Lucas? Lucas? LUCAS??? Mas não é possível, $¨&$@#. Liguei para meu marido e o Lucas tinha ido com ele. No meu desespero, não tinha visto.

Saímos, Luana e eu e combinamos: ela desceria as escadas e eu subiria. Escadas de incêndio com duas portas de acesso. Eu abria cada uma delas, olhava e chamava por ela. Já cinco andares acima, meu marido me liga.

Se você pensou que esta seria uma história engraçada, que ela não tinha saído de casa e que estava dormindo no cesto de roupas ou coisa assim, se enganou.

Não sabemos ao certo o que aconteceu mas temos uma teoria. Meu marido estava mexendo na caixa de fios da TV à cabo, que fica no corredor do andar. Tínhamos tido um problema com a instalação de uma nova operadora e o técnico tinha dito que havia um entupimento nos canos. Meu marido estava tentando fazer a limpeza e ficava dentro e fora de casa, deixando a porta do apartamento aberta. Ali, além da porta dos outros apartamentos e do elevador, há a porta corta-fogo que dá acesso à escada de incêndio e, na outra ponta do corredor de incêndio, há outra porta corta-fogo e, além, o local onde ficam as lixeiras. Eu devo ter saído para jogar lixo, meu marido estava no corredor, a Mônica me viu saindo e me seguiu. Vendo-se na escada de incêndio e sem ninguém por perto, o instinto dela foi subir as escadas, porque quando vamos caminhar, descemos e subimos de escada. Penso que ela tenha associado o ato de subir escadas ao de voltar pra casa.

Meu marido a encontrou no 19o. andar do prédio, o último!! Moramos no 6o. andar e ele disse que as luzes estavam acesas no 18o e 19o. andar. Ela deve ter chegado ao final da escada, não sabia o que fazer e entrou em looping nos últimos dois andares.

Voltando para o apartamento, encontrei a Luana no elevador, contei a boa notícia pra ela e ficamos esperando. Eu estava muito impaciente e fui encontrar com eles no caminho. Subi um andar de escada e percebi como eu estava cansada. Fui até o elevador e lá estavam os três: meu marido,meu filho e a Mõnica!

Ah, menina, quanto medo eu senti nesses minutos. Imaginar a minha cachorrinha, aquele ser doce e carente, que vive pra estar conosco, que não conhece nada da rua, perdida, assutada. Eu quase morri. Depois que a trouxe pra casa, limpei suas patinhas, dei água fresca e então me sentei no chão e comecei a chorar compulsivamente, de alívio e medo.

Mônica, a aventureira

Passado o susto, tudo voltou ao normal. Naquela noite ela e Totoro dormiram dentro de casa e tudo está em paz desde então. Gratidão.

oOo

Que a alegria esteja com todos vocês.


San


A Maravilhosa Parede de Livros, enfim

Com este título nada modesto inicio o post de hoje. Tem aquele lance de vender o seu peixe, de se valorizar para ser valorizado mas nem é isso. É que nossa parede/biblioteca ficou muito linda mesmo!!


Começou assim, há dois anos atrás: na mudança, trouxe meus livros e os deixei no chão empilhados num nicho no final do corredor, este mesmo onde fizemos as estantes. Uma estante de livros, apesar de importante e muito desejada, era um dos últimos itens em ordem de prioridade de nosso apartamento quase sem mobílias.

Bolo de Chocolate da Monika

Há muito tempo, coisa de uns dez anos atrás, uma amiga chegou no trabalho, vinda de outra cidade, com dois bolos de chocolate com cobertura, que ela mesma havia feito. Achei isso uma demonstração de carinho tão grande que eu nunca esqueci. Se, naquela época, eu tivesse meu pote de bençãos, certamente essa história seria colocada lá.

Além de todo o carinho, o bolo estava delicioso! Ela me deu a receita, muito fácil, escrita à mão e eu a colei no meu caderno de receitas vintage. Sim, meu caderno de receitas tem mais de vinte anos!

Vamos à receita?

Bolo de Chocolate da Monika


Bolo de Chocolate da Monika

Como você lê os blogs?

Oi pessoal, post curtinho com perguntinha básica: Como você acompanha os blogs que você gosta?

Usa algum reader? Qual?

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Como você chegou até este post?








Você me conta nos comentários, por favor?

Quando o Google Reader foi extinto, no já longínquo ano de 2013, exportei meu feed de notícias para o Feedly (expliquei aqui) e desde então o uso tanto no celular quando no computador. Confesso que não estou muito a par dos novos readers.

Estou organizando o blog e  por isso peço a ajuda de vocês.

Muito obrigada e que a alegria esteja com todos vocês.


San



Tenha um pote de alegrias (ou pote de bençãos)

Na primeira postagem de 2017 vamos conhecer uma ideia compartilhada pela escritora americana Elizabeth Gilbert, autora de Comer Rezar Amar: o pote de alegrias.



Todos os dias, em um pedacinho de papel, você escreve uma coisa boa que aconteceu com você nesse dia:

Da delicadeza da vida


Meu bom pai Francisco nos deixou na primeira segunda-feira de novembro. Nos dias que se seguiram, de dor e cura, enquanto cuidávamos uns dos outros, um fato incrível aconteceu.

Meu marido precisou voltar ao trabalho e eu fiquei com a minha mãe por uns dias na casa dela. Nosso filhos e nossos animais ficaram com minha sogra e eu me revezava lá e cá para dar atenção a todos: minha mãe, meus sogros, meus filhos e os animais.

Minha sogra tem três canários do reino que são criados soltos na área de de luz da casa e são tratados com muito carinho.

No segundo ou terceiro dia, não me lembro bem, um incidente aconteceu na casa de minha sogra: nós havíamos chegado com compras de mercado e deixamos a porta da frente da casa aberta. Havia cortinas separando alguns cômodos e os pássaros não tinham o hábito de entrar dentro da casa mas, por uma infelicidade, naquele dia um dos canários, o mais novo, voou atravessando toda a casa até pousar no portão. Eu estava no banho quando ouvi os gritos da minha filha chamando por mim e por minha sogra. Enquanto os animais observavam astutos o pássaro, minha sogra tentou pegá-lo, obviamente sem sucesso, e ele voou para a rua. Foi muito triste, minha sogra saiu pela rua chamando por ele, conversou com um vizinho que tinha pássaros e armou uma arapuca para ver se ele se aproximava.

À noite quando eu já estava na casa de minha mãe, liguei para minha sogra para saber se estava tudo bem. Ela demorou para atender, disse que estava na rua procurando pelo pássaro pois uma chuva forte se aproximava. Não me senti culpada mas responsável.

No dia seguinte, minha mãe comentou que estava conversando com uma vizinha, cujo marido também criava canários, e contou que um pássaro apareceu aos seus pés na véspera, enquanto ele alimentava sua criação. Não podia ser!! Que coincidência! Por desencargo de consciência, mais tarde fui até o vizinho perguntar se eu podia ver o canário que havia aparecido. Contei pra eles a história do do canário fujão e pedi para fotografá-lo para mostrar para minha sogra.

Sem querer dar esperanças falsas mas me sentindo na obrigação de fechar esse ciclo, por assim dizer, liguei para minha sogra e disse que havia enviado via WhatsApp algumas fotos do canário. Ela perguntou: ele tem uma manchinha na cabeça? Eu dei um zoom na foto e não é que tinha mesmo! Eu disse a ela que tinha, disse para ela ver as fotos para saber se era o mesmo animal mas, cinco minutos depois, ela, meu sogro e meu filho já estavam na casa de minha mãe, munidos de gaiola e tudo. E não é que era o mesmo o canário dela! Diante da alegria de meus sogros, da bondade dos vizinhos e da incrível viagem feita por aquele ser pequenino, indo parar exatamente onde seria encontrado, eu fiquei emocionada, me sentei numa escada no quintal, olhei para o céu e senti paz e gratidão.

oOo

Que a alegria esteja com todos vocês.


Falso Lego peso de porta

Lá fui eu de novo na casa de material de construção comprar tijolo. Não um milheiro nem vários, um só mesmo. De novo.

Vi a ideia no canal HGTV Handmade e é bem simples. Consiste em fazer um peso de porta usando um tijolo revestido com EVA e imitando uma peça de Lego gigante.


Você vai precisar de:
- 1 tijolo
- 1 folha de EVA
- 8 tampas de refrigerante
- cola quente
- tesoura
- estilete
- régua



Como a ideia não é minha, não fiz tutorial mas você pode conferir a execução no vídeo abaixo. Está em inglês mas dá pra entender apenas com as imagens.




Após terminar, eu colei um retângulo de feltro embaixo da peça para não ter atrito e não riscar o chão.

Fica bem divertido e acaba com as portas batendo com o vento =)



Abraços e que alegria esteja com todos vocês.


A saga de uma toalha de crochê

Minha mãe comprou a linha
eu queria dizer que era Cléa, Anne ou não sei qual
mas o mundo dos nomes das linhas de crochê fogem ao meu conhecimento.

Minha mãe fez as toalhas, uma grande e várias pequenas.
Minha mãe me deu as toalhas
eu guardei todas num baú.

Me casei e usei as toalhas
Nos mudamos e as toalhas de novo foram guardadas.
Compramos nossa casa e as toalhas aguardaram muito tempo para receberem atenção.

Finalmente lavei, passei as toalhas e voltei a usá-las
Lavei após o uso
Totoro, o gato, puxou a toalha do varal
Mônica, a "cã", rasgou a toalha, ah não!
A toalha forrou uma tela e agora virou objeto de decoração.
{FIM}



Que a alegria esteja com todos vocês!


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