Pão de Cristo - parte 2: refrescando o fermento

No post anterior, ensinei como começar do zero o fermento de garrafa. Você seguiu a receita e deixou a garrafa quietinha em temperatura ambiente por 7 dias. Agora, sem agitar, você vai abrir a garrafa aos poucos, para que o gás não saia de uma vez e transborde.

Se você ganhou o fermento de alguém é daqui que você começa também.

Nós precisamos refrescar o fermento antes de fazer o pão. Isso significa que você vai alimentar as leveduras para que elas se fortaleçam e se multipliquem.

Para isso, você vai colocar numa vasilha grande (eu uso uma vasilha de plástico para pipoca) a mistura de fermento que você retirou da garrafa, e acrescentar os mesmos ingredientes que utilizou para começar o fermento:

- 500ml de água;
- 60g (1/2 xícara) de farinha de trigo;
- 40g (1/4 xícara) de açúcar;
-5g (1 colher de sopa rasa) de sal.

Misture tudo, cubra com um guardanapo e deixe num local sem ventilação (eu deixo dentro do forno desligado) por 12 a 24 horas.

Guarde a garrafa onde você cultivou o fermento, vamos precisar dela amanhã. Você pode lavá-la mas só com água. Se quiser mesmo lavar com detergente, tenha certeza de que não sobrou nenhum vestígio dele pois isso contamina o fermento.

No próximo post vamos finalmente fazer o pão.

Por enquanto é só isso, até amanhã.

Ah, talvez você esteja se questionando se vale mesmo a pena esse "trabalhão" todo. Para começar, não é tanto trabalho assim. Depois que você pega o jeito, é tudo muito fácil e o prazer de ter pães quentinhos e deliciosos saindo do seu próprio forno valem o esforço.




San


A gente ama cozinhar

Chegou pelos correios hoje uma caixa contendo um pequeno objeto de desejo: uma pá para pizza. Com a receita perfeita e assadeira de ferro, só me faltava uma pá para poder assar mais que uma pizza e facilitar a brincadeira na cozinha (Anotei aqui: passar pra vocês a receita da pizza).


A foto acima mostra bem o nosso ecletismo rsrs: pá de pizza, livros de receitas saudáveis e japonesas.

Ontem eu estava inspirada. Começou com o lanche da tarde, a pedido do meu filho que está em férias: waffles. Há 4 anos atrás, em Monte Verde, Minas Gerais, após apreciar esta delícia todos os dias no café da manhã, tomamos a decisão de comprar uma máquina de waffles, um ótimo investimento! Um lanche delicioso que a gente começa a comer com os olhos e agrada em cheio qualquer visita. Se você ficou com vontade e não tem uma máquina de waffles, faz panqueca americana, que é tão bom quanto, hummmm.


Comecei a assistir a uma série japonesa na Netflix esta semana, Japanese Style Originator. Assisti o primeiro episódio por enquanto, é um programa de variedades e, apesar de amar a cultura japonesa, achei o formato do programas um pouco cansativo. Mas o que eu gostei mesmo foi de ver o chef fazendo tempurá. Eu adoro filmes com o tema culinária, adoro! Tem uma série chamada Midnight Dinner: Tokyo Stories, muito boa, me deixava com fome a cada episódio rsrs. E o tempurá? Eu tinha que fazer, fiquei com vontade.


Para fazer o tempurá, fui buscar a receita num antigo livro de cozinha japonesa e isso meu deu um baita saudosismo: o livro é da Ediouro, que vendia livros pelos correios. Jovens, entendam: não havia internet, a gente via propaganda de livros em revistas ou em outros livros, num folder na última página. Mandávamos o pedido pelo correio através do folder, que era um envelope pré-pago. Que legal, não me lembrava mais disso. Tenho mais alguns livros comprados naquela época, mostro em outra oportunidade.



Como sempre acontece quando estou muito inspirada, quero fazer mil coisas e, inevitavelmente as últimas não ficam boas. Fiz um bolo de banana que não cresceu muito bem e cuzcuz à paulista que ficou tão seco! Eu não fazia há muito tempo e não tinha uma receita nossa, peguei na internet para experimentar. Anotado: na próxima vez fazer uma quantidade menor e colocar mais água.

Às vezes a gente ganha, às vezes a gente aprende, não é não?


San



Pão de Cristo - parte 1: criando o fermento do zero

Lembro-me quando mas não como tudo começou. No início de 2017 eu me vi fascinada pelo mundo da fermentação natural e dos probióticos como kefir, tibico e kombucha.

Me senti desafiada pelo levain, também conhecido como massa madre, fermento natural para pão, à base de água e farinha de trigo. Eu queria fazer do zero, encontrei e testei várias receitas e, finalmente consegui criar meu levain, que cultivo desde então. Em outro momento conversaremos mais sobre ele. Hoje quero falar sobre o Pão de Cristo.

Na saga do levain, comecei a participar de um grupo que troca receitas e dicas e, em certo dia, uma participante nos contou um pouco de sua história e sobre como seu fermento de pão  de Cristo tinha sobrevivido a um período em que ela não pode cuidar dele.

Quando li a história, fui levada a uma viagem no tempo e no espaço. Minha mãe ganhando uma "muda" do fermento, fazendo sua multiplicação, distribuindo para as vizinhas e tias e fazendo um pão delicioso e inesquecível. Memória afetiva, meus queridos, comfort food. Gosto de infância, de pão de mãe.

O pão de Cristo tem este nome pois o fermento se multiplica, assim como Jesus Cristo fez a multiplicação dos pães. Ao contrário do levain, tanto o fermento quanto o pão de Cristo em si são muito fáceis de fazer.

Então, pra não ficar que nem a Mônica, só na vontade de comer os pães, vamos colocar a mão na massa, literalmente.


Vou dividir a receita em partes para facilitar referência futura.

Neste primeiro post compartilho a receita do fermento, que você vai fazer uma única vez e, depois de pronto, apenas alimentá-lo para fazer novos pães e compartilhar com os amigos.

Considerações

Pesos e medidas: compre um copo medidor de líquidos e aconselho também comprar uma balança digital para cozinha. As medidas podem ser feitas com xícaras e colheres mas a precisão da balança facilita o trabalho e evita algumas falhas. A minha eu comprei no eBay por um preço bem camarada e é ótima.
eBay

Água: uso água filtrada em temperatura ambiente. Para o levain, que é um fermento mais exigente, é recomendado usar água mineral ou eliminar o cloro da água através de fervura e esfriamento ou ainda, batendo no liquidificador. 

Farinha de trigo: observe o rótulos das farinhas quando for ao mercado: precisamos da que tiver a maior quantidade de proteína. As farinhas mais comumente encontradas são consideradas fracas para fazer pão. A que encontro com facilidade, tem bom preço e com a qual obtive melhor resultado é a farinha de trigo Finna. Nesta matéria do Amo Pão Caseiro há uma lista de indicações de farinhas encontradas no mercado.

Dentre as considerações, a escolha da farinha é o item mais importante e essencial para fazer um bom pão.

Fermento para Pão de Cristo ou Fermento de Garrafa

Ingredientes:
- 500ml de água;
- 60g (1/2 xícara) de farinha de trigo;
- 40g (1/4 xícara) de açúcar;
-5g (1 colher de sopa rasa) de sal.

Modo de preparo:
- Em uma vasilha misture bem todos os ingredientes;
- Com o auxílio de um funil, coloque tudo numa garrafa PET e tampe bem;
- Deixe a garrafa em temperatura ambiente em local em que não ocorra atrito por 7 dias.


Nos vemos no próximo post!


San

A volta das Ecokeshis

Lá no início dos anos 2010, quando criei o Luka Luluka, a “blogosfera” como era chamada, era um terreno fértil de ideias, cultura, amizade e informação. As coisas fluíam num ritmo leve, intimista e mais lento e, confesso, já sinto saudades daquela época.

Logo no começo do blog, após me inspirar no trabalho de algumas artesãs, criei minhas primeiras ecokeshis. Contei a história neste post.

Nos últimos meses me organizei bastante e tenho praticado um conhecimento adquirido no trabalho, que pode e deve ser aplicado à vida: “Pare de começar e comece a terminar”. Arrumei meu atelier e fiz uma lista com os projetos começados que estavam mais adiantados ou os que eu sabia exatamente como terminar. Fiz outra lista com itens que eu precisava comprar para concluir estes projetos. Me organizei, fui às compras e me senti orgulhosa por ter seguido a lista à risca, comprei tudo o que precisava e nada a mais.

Já estou colhendo os frutos desta dedicação: atelier desentralhando, casa organizada e vida mais leve. 

Neste fim de semana terminei estas ecokeshis antes de me dedicar a alguns presentes que estou fazendo para uma troquinha craft. Adoro estas oportunidades de exercitar minha criatividade e presentear pessoas queridas. No meu mundo imaginário eu presenteio todo mundo com arte, artesanato e biscoitos caseiros rsrs.

O nome “ecokeshi” foi criado pela Lúcia Klein, do saudoso Calma que estou com pressa!! e se refere, sugestivamente, à releitura das adoráveis bonequinhas japonesas, feita com reaproveitamento de materiais.

Estas foram feitas com embalagens em miniatura de shampoo, do tipo que são oferecidas nos hotéis.

Usei primer para selar o plástico, tinta acrílica e retalhos de papéis diversos: revistas, scrap, decoupage, origami.

Criei um trio de kokeshis tradicionais e mais algumas peças...



Ficou estranho...

Assim está melhor!

Uma das primeiras ecokeshis

Estas lindezas foram feitas pela Fabi Sehnem

 Abaixo, a mini estante onde as exibo. O condomínio está ficando apertado pra essa gente toda.



San

Música da Minha Vida - Chuá Chuá

Respira fundo, vamos lá...

A música que escolhi para esta postagem tem uma carga emocional muito grande pra mim. Não é uma música pessoal minha, mas fez parte da minha infância. Em todos os encontros de família, festas de casamento, meus pais e tios a cantavam. Devia ser um hit da época rsrs.

Me dói porque meu pai descansou há quase dois anos (completa em novembro) e a saudade ainda machuca.

Chuá Chuá teve vários intérpretes e eu não saberia dizer quem era o intérprete da época. No vídeo coloquei a versão com Pena Branca & Xavantinho mas certamente não eram eles pois trata-se de uma versão bem posterior (1992).

Em Meu nome é Sandra e eu faço as pessoas chorarem, eu contei um pouco da história dos vídeos emocionantes e de qualidade tosca que eu fazia na década passada para presentear a família e os amigos. Este abaixo, fiz para o aniversário da minha mãe.

Antes, para desatar um pouco o nó na garganta, uma foto leve. Quando minha filha tinha 9 anos, eu pedi para ela desenhar capas para guardarmos de um jeito especial um pouco das nossas memórias. hoje os CDs já são difíceis de assistir, meu notebook nem tem entrada para CD, preciso pedir o do meu marido emprestado, o formato dos arquivos não é reconhecido, preciso usar um conversor... mas as capas, ah, as capinhas continuam lindas!




oOo

Este post participa da blogagem coletiva Música da Minha Vida, ideia da Virginia do blog O Tacho da Pepa.



Vamos conhecer as músicas e histórias das participantes?

Virginia  -    O Tacho da Pepa
Chica      -    Fincando raízes
Nice e Ale - Ipsis Litteris



Obrigada e que a alegria esteja com todos vocês.


San


Cookies da Amizade

Dias atrás estava conversando com meu filho e ele me contava o quanto ele gostava dos cookies de uma determinada marca... Eu falei pra ele que a Lu, minha filha, tinha uma receita ótima de cookies, que ela fez há uns 8 anos atrás, na ocasião da visita de um grupo de amigos queridos. Na época ela tinha 10 anos, olha só. Luana sempre gostou de cozinhar, desde criança. Eu sempre a incentivei, fazíamos coisas juntas, bolos, docinhos. Tá no sangue esta veia homemade. E hoje, veja você, ela está concluindo o curso de Gastronomia.

Na correria do dia a dia cozinhar pode ser cansativo, mas como é prazeroso preparar os alimentos para a família com tempo, sem pressa, fazer os pratos favoritos deles, fazermos coisas juntos e construir assim, a memória afetiva de cada um.


Cookies da Amizade

Ingredientes:
- 120g de açúcar cristal ou refinado;
- 120g de açúcar mascavo;
- 150g de manteiga em temperatura ambiente;
- 1 ovo;
- 250g de farinha de trigo;
- 5g de fermento em pó;
- 1 pitada de sal.
Opcionais: lascas de chocolate, chocolate em pó, castanhas.

Preparo:
- Numa batedeira ou à mão com um fouet, bata a manteiga e os açúcares;
- Acrescente os demais ingredientes, um a um, misturando a cada adição;
- Coloque a mistura num saco plástico, feche-o retirando o ar e leve à geladeira por 1 hora;
- Forre as assadeiras com papel manteiga;
- Coloque o forno para aquecer a 230° e retire a massa da geladeira;
- Com uma colher de sobremesa, retire porções de massa, faça bolinhas e coloque na assadeira deixando espaços entre elas. Não se preocupe em caprichar no formato, o calor vai aquecer a manteiga e os cookies se moldam naturalmente;
- Leve para assar por 7 a 10 minutos, até que apenas comece a dourar. Retire do forno, deixe os cookies descansarem por 5 minutos e só então retire-os da assadeira e coloque-os, se possível, sobre uma grelha, para que esfriem de forma uniforme;
- Após esfriarem, coloque os cookies em potes ou latas tampadas. Se sobrar.

Dica: Coloque uma assadeira por vez para assar e, diminua o tempo de forno nas últimas fornadas.













Espero que gostem da receita, que preparem para a família e os amigos e que despertem a gostosa sensação de carinho que as coisas feitas à mão trazem.


San

Música da Minha Vida: Êxtase

Meados da década de 1980, adolescência, seus dramas e amores. Guilherme Arantes era trilha sonora da minha vida na época. Cheia de Charme, Planeta Água, Lance Legal, como eu amava!! Tive a oportunidade de assisti-lo ao vivo 3 vezes: uma em Pirassununga com minha prima Lelia, quando passava as férias na casa de meus tios; outra na minha cidade - minha amiga Bel e eu fomos as primeiras a chegar, horas antes do show - foi glorioso rsrs. Por fim, pude assisti-lo em meados dos anos 2000.


Desde criança eu gostava de escrever cartas, trocava correspondência com amigos de várias partes do Brasil e alguns de outros países também. Ainda crio coragem para mostrar um comentário que eu fiz na revista Rock Stars quando tinha treze anos rsrs. Lembro-me de um amigo que me mandou escrito a letra de duas músicas do Guilherme Arantes, uma delas era Planeta Água. Se você não viveu aquela época, talvez não entenda o quão legal isso era. A dificuldade de conseguir a letra de uma música era enorme! O jeito mais fácil - e caro - era no encarte que acompanhava os discos de vinil, que eu não tinha. Existiam revistas especializadas em letras cifradas de músicas, mas ia da sorte, ou do sucesso que a música fazia, para ela ter a letra publicada. A outra alternativa era ouvir a música no rádio e ir escrevendo, um pouco a cada audição. Ou ainda gravar do rádio em fica K7 e ir tocando e pausando, e escrevendo a letra. Bons tempos.

Não me considero uma pessoa saudosista; guardo com carinho as lembranças de outros tempos mas procuro viver no presente, com gratidão e otimismo. Costumo dizer que sou uma pessoa analógica, se é que você me entende. Faço uso de tecnologia, sou profissional de TI, mas cultivo gostos como livro impresso, discos de vinil, câmeras analógicas, escrever cartas.

Com esta blogagem coletiva, estou tendo a oportunidade de voltar no tempo e escrever sobre as coisas de outras épocas e isso é muito prazeroso. Gratidão, Vi.

Dentre as músicas do Guilherme Arantes, Êxtase era a que mais acelerava meu coração e dava aquele gelo na barriga.

Com vocês, Guilherme Arantes, direto do túnel do tempo:



oOo

Este post participa da blogagem coletiva Música da Minha Vida, ideia da Virginia do blog O Tacho da Pepa. Vi, me perdoa a inconstância, não consegui participar nos últimos meses.



Vamos conhecer as músicas e histórias das participantes?

Virginia - O Tacho da Pepa
Chica    - Fincando Raízes
Dalva    - Pinceladas Papo e Poesia


Obrigada e que a alegria esteja com todos vocês.

San

Sobre alimentação

Estava olhando meu velho caderno de receitas em busca de inspiração para a semana e de receitas que eu possa deixar preparada de antemão e vi como evoluímos em termos de alimentação saudável.

Não convergimos radicalmente para nenhuma linha alimentar mas vejo que muitos ingredientes hoje são inimagináveis em nossa cozinha, o que me deixa muito satisfeita e orgulhosa de nós.

Gordura vegetal, margarina, cubo de caldo de carne, eca!! Atum também não, há anos, pois está em risco de extinção.  Escolhas que fizemos ao longo dos anos, num processo lento, em busca de saúde e na contramão dos alimentos processados e do fast food.

Slow food, esta é a palavra. Preparar a alimentação com calma e prazer.

Temos muito a melhorar mas observar nossa evolução ao longo dos anos me faz saber que estamos no caminho certo.

Hoje, domingo, 8 e pouco da manhã, sinto o cheiro do arroz integral cozinhando, espero meu marido voltar das compras para eu preparar alguns alimentos para a semana - porque durante a semana o bicho pega e a energia e disposição não é a mesma. Enquanto isso, vou levar a Mônica passear e aproveito para fazer uma caminhada.

Meu velho caderno de receitas.

Um livro muito bom que encontrei por acaso no Carrefour há uns anos atrás.

Livros de receitas

mais livros de receitas

Uma moldura dessas baratinhas, com vidro, onde fazemos o cardápio da semana.


Que bom estar com você. Deixa eu saber que você leu este post e me conta o que achou.
Abraços,

Sandra

Música da Minha Vida: La Bamba

A música deste mês tem muita história pra contar. Estava em dúvida quanto à escolha, então fui rever minha cdteca. Não é pra exibir não, é que eu queria contar a história desses CDs aí.


Antes, vou falar da discoteca dos meus irmãos. Eu era menina e meu irmão mais velho, 12 anos a mais que eu, comprou, com dinheiro de trabalho, seu primeiro aparelho de som, um estéreo, como eles diziam. Me lembro que todo mês, após receber o pagamento, meus irmãos iam até uma loja de discos de rock na cidade vizinha, e compravam todo mês 2 ou 3 discos de vinil. Era muito valioso pra eles e uma festa em casa. Uma barulheira, na verdade rsrs. Pensando hoje, era tão bacana todo aquele esforço. Hoje as músicas, todas, estão ao alcance das mãos, em qualquer aplicativo de música ou vídeo. Perdeu um pouco a graça, eu acho. Eu mesma, tenho dificuldades de me encantar com músicas novas.

Quanto à minha cdteca, em 1998, quando meu marido e eu fomos morar no Japão, eu tinha uns 10 CDs, no máximo. No Japão, assim que eu recebi  meu primeiro salário, comprei a trilha sonora de Evita, que eu tanto queria. Eu sou muito fã do Antonio Banderas! Depois comprei a trilha sonora de A Balada do Pistoleiro. Depois 18 'till I die, do Bryan Adams... e então, naquelas nossas andanças de domingo, quando tínhamos o dia livre e evitávamos ficar em casa para meu marido não ser chamado para trabalhar no seu único dia de folga, descobri,os um sebo de CDs. Pensa numa pessoa feliz! Era muito barato! Eu ficava horas olhando CDs e sempre saía da loja com alguns. Esta é a história da minha CDteca, a maioria dos CDs são de segunda mão, caprichosamente garimpados.

E a música de hoje é La Bamba. A versão original, de 1958, é de Ritchie Valens, cuja história é contada no filme La Bamba, de 1987. A versão da música para o filme, interpretada por Los Lobos, é a que marcou minha vida.


A música fez muito sucesso na época do filme e eu tenho a lembrança muito viva de dançar com meu marido ao som de La Bamba na formatura da minha cunhada.

Com vocês, La Bamba!



Este é o quinto post da série Música da Minha Vida, ideia da Virginia do blog O Tacho da Pepa.



Vamos conhecer mais uma música e a história das participantes?


Virginia - O Tacho da Pepa
Chica    - Vendo as cores da Vida
Dalva    - Pinceladas Papo e Poesia
Lia        - Lia Agio 



San

Artesanato fail: estampa com lixa e giz de cera

O último fim de semana foi bem rico em termos de ideias criativas. A maioria delas foi compartilhada na página do Luka Luluka no Facebook. Segue a gente lá =)

Um dos videos compartilhados é do canal 5-Minute Crafts, que traz uma série de pequenos projetos usando giz de cera.





Um deles me chamou a atenção pois eu havia separado algumas camisetas para customização e uma delas ainda carecia de projeto.

A ideia está neste vídeo, logo após os 2 minutos mas é bem simples: em uma lixa grossa você faz um desenho, com molde vazado ou à mão livre usando giz de cera. Coloca a lixa sobre uma camiseta, com o desenho voltado para baixo e passa à ferro. Voilà! Lá, não cá rsrs O meu ficou uma caca.

Mas Sandra, se não deu certo, pra que compartilhar? Eu compartilho quase todos os projetos criativos que faço, por que não compartilhar este? Assim você vai saber que não deu certo e faz algumas experiências menores antes de sair zoando sua camiseta.

Eu fiz o molde vazado a partir de uma imagem da internet...


Pintei com o giz de cera...




E transferi na camiseta. Ao menos tentei.




Só as ondas feitas com giz azul apareceram. Voltei no desenho e preenchi de preto a parte havia pintado de branco antes.

Saiu essa coisa aí:


A lixa ficou até manchada de tanta cera.


Talvez o giz não tenha sido o ideal. Eu usei giz de cera escolar. Talvez a lixa devesse ser mais grossa. Ficou a experiência e a lição de testar antes numa área pequena.

Outra coisa: espera-se que o giz não saia ao lavar. Lavei e saiu, o que, no meu caso foi bom.

Também ficou o molde vazado, olha que lindo!


Olhando a foto agora dá uma vontade de pintar o teclado com tinta spray =)

Este foi um episódio da série: não faça isso em casa.

Pra você não ir embora sem ver  um trabalho bonito, olha este quadrinho estiloso feita com tábua de corte




Beijos, logo tem mais.


San
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