Vamos fazer um junk journal?

Journal, em inglês, significa diário. Sabe o livro Destrua este Diário, de Keri Smith? O título original é Wreck this Journal. O journal pode ser usado para diversos propósitos: como diário propriamente dito, para guardar recordações, ideias, pensamentos, frases, coleções, para fazer arte, enfim, já deu pra entender que o céu é o limite. Você pode fazer o seu journal usando um caderno, um sketch book ou qualquer coisa parecida. Ou você pode criar seu próprio journal!

Tenho journal deste sempre, embora tenha descoberto  o termo não há tanto tempo. Há 3 anos faço journals anuais, onde guardo lembranças de passeios, viagens e momentos, recortes, fotos e anotações. O primeiro journal anual, de 2017, eu mesma fiz, empolgada com alguns videos sobre livros artesanais que vi no Youtube. No ano passado encomendei da minha amiga Kelly, do Kelly Batista Ateliê, um caderno para ser meu journal e o deste ano é um caderno espiral que comprei na Miniso no final do ano passado.

Também mantenho outros journals: de fotos da Instax, de cartas e cartões artísticos recebidos (ATCs, vamos falar disso em breve), de esboços de projetos artísticos e um para art journal.

Tá, Sandra, mas e o junk journal?

Junk Journal é um journal feito com reutilização de materiais. Parece só isso mas o universo de possibilidades é infinito! O journal em si tem inúmeras funções então imagine fazer a base dele com toda sorte de papéis e materiais que você quiser?

Minha amiga Valeria me apresentou o conceito no ano passado e eu mergulhei na ideia e fiz um junk journal para ser usado como art journal, para meus projetos em mixed media. Ou seja, fiz um caderno com reutilização de papéis e, nele, criei trabalhos. Foi um projeto bem simples: juntei vários papéis, dobrei cada folha ao meio e uni uma folha à outra usando cola. Depois pintei todas as páginas com gesso acrílico branco, para servir de base para os trabalhos. O gesso acrílico impermeabiliza o papel e tem a textura perfeita para transformar o papel em tela. Estou concluindo este art journal então preciso de um novo e a ideia de reaproveitar materiais é muito sedutora pra mim.

Para fazer este novo junk journal, juntei papéis de vários tamanhos, estampas e texturas. Se seu objetivo para o journal for pintar ou fazer colagem, é ideal que as folhas não sejam muito finas. No mais vale tudo: papel de presente, páginas de revistas, de livros, embalagens, etiquetas, partituras...

Desta vez planejei um journal mais elaborado. Dobrei todas as folhas ao meio e fui combinando-as entre si. Fiz várias brochuras de 6 folhas cada.

No ano passado usei uma agenda maravilhosa que ganhei do Kelly Batista Ateliê e a capa era linda demais para ser descartada. Então, seguindo alguns tutoriais - há uma infinidade deles no Youtube, as mais entusiastas fazem jounals mensais - costurei as brochuras, as uni entre si e usei a capa da agenda como capa do journal. Neste projeto, não costurei as brochuras na capa. Ao invés disso usei cola e fita gomada. Vou deixar no final do post alguns links de tutoriais, ok? Se você tiver alguma dúvida, me fala que a gente descobre junto.

Talvez você se pergunte como vai escrever ou desenhar numa folha que não está em branco. Depende de seu propósito, como disse antes. Se quiser desenhar ou escrever, pode passar gesso acrílico branco nas folhas mais escuras. Para colagens não é necessário e, dependendo do que for fazer, o fundo colorido só vai aumentar a beleza da página. Desta vez, vou decidir se uso gesso acrílico a cada página, dependendo do fundo e do que quero fazer. Aliás, é possível usar gesso acrílico transparente também, para fazer fundo na folha sem perder seu desenho.

Eu fiz uma pequena enquete nos stories do Luka Luluka no Instagram,  para saber se havia interesse em fazermos juntos o junk journal, passo a passo, mas não deu quorum rsrs. Então eu fiz sozinha e compartilho o resultado com vocês:



E estes são meus outros journals:

Journals para fotos da Instax

Journal para esboços de projetos

Journals anuais

para ATCs, envelopes e cartas recebidos

para zentangle

para anotar os livros lidos e algumas citações deles

Meu primeiro art journal



Abaixo os links para tutoriais de junk journals, todos em inglês, mas as imagens falam por si.

♥ DIY No Sew Junk Journal for Beginners

♥ Creating Cheap Junk Journal - Este vídeo é do canal Maremi SmallArt, da artista/crafter Marta Lapkowska, de quem eu gosto muito.

♥ Making a Junk Journal (Beginners Tutorial)

Nos dois primeiros vídeos, as capas dos journals são feitas com livros antigos, o que eu acho lindo. Pessoalmente só "destruo" livros para fins artísticos quando o livro já está deteriorado ou for um livro sem utilidade como um catálogo ou guia antigo.


Espero que tenha gostado de saber um pouco sobre journals, que se sinta inspirado(a) a fazer os seus, nem que seja num caderninho espiral comprado no mercado do bairro, onde você escreve uma ou duas linhas por dia. Mas precisa? Claro que não mas manter um diário é uma atividade criativa, meditativa e, por consequência, relaxante.

A propósito, sabiam que eu tinha um caderno da raiva? Pois é, quando eu estava no meu limite, a ponto de explodir, sufocada por situações que pareciam sem solução, eu pegava o caderno e escrevia tudo o que eu estava sentindo. A sensação posterior era de alívio. Há anos não o utilizo mais. Não que eu não sinta mais raiva mas aprendi que podemos controlar como nos sentimos diante das situações e que eu sou a dona das minhas emoções, não outra pessoa ou situação.


Sandra

I'm back to where I once belonged

Aconteceu outras vezes e eu sempre fico um pouco constrangida quando volto a escrever no blog depois de algum tempo de ausência. Fico pensando como fazer o approach. Acho piegas eu chegar dizendo "oi gente, tudo bem, quanto tempo". Contar os motivos do afastamento e lamentando, nem pensar. Então vamos tocar pra frente que é o que importa!

Nos últimos meses mudei o rumo das minhas atividades criativas, conheci o mundo dos ATCs, me aprofundei nos junk journals, comprei duas máquinas de escrever e agora ninguém me segura! Fiz amizade com pessoas do Brasil e de vários países, concluí minha pós, abandonei, não sem culpa, minhas culturas de probióticos e tenho lido muito.

Este post é só para arejar o blog e abrir espaço para eu começar a falar dessas coisas todas que estão acontecendo por aqui.

Abraços, até o próximo post, e que seja muito em breve.


Sandra

Iogurtes Infinitos, quase dois meses depois

Faz 53 dias que iniciei a saga dos iogurtes infinitos. Como eu imaginava que aconteceria, chegou um ponto em que ficou insustentável cultivar 11 tipos de iogurtes diferentes, fazer a troca todos os dias, cuidar dos copos e talheres usados e ainda, consumir todos eles... ufa!

Mas não pensem vocês que eu desistiuyj7. Separei dois deles para cultivo, greek e colágeno, que são os mais suaves, e congelei os demais, em saquinhos de sorvete.

Recentemente uma leitora do Luka Luluka no Instagram me perguntou sobre o viili, então eu descongelei este também e estou usando os três. Em comparação ao greek e ao colágelo, o viili é mais azedinho. Eu gostei. E a consistência dele é linda, bem cremosa.

Enquanto cultivava os 11 iogurtes, com a correria do dia a dia, eu não estava conseguindo observar a diferença entre eles e a característica de cada um. Com o uso de dois ou três iogurtes, produzindo cerca de 50 a 100 ml de iogurte ao dia de cada um, fica mais sustentável o cultivo e a observação.

Quando comprei as mudas dos iogurtes, comprei também, de outro fornecedor, kefir de leite de kefir de água (tibico). Eu já tive os dois mas depois de um tempo perdi e não consegui reativar os congelados. Já havia feito isso antes, reativar os grãos congelados, mas na última vez não deu certo. Alguns amigos meus relataram o mesmo problema. Enfim, não consegui nenhuma doação e até venda é difícil por causa do tempo de entrega dos correios. Do vendedor que comprei, os grãos vinham desidratados, o que achei, no mínimo, diferente. Para ser sucinta, nenhum dos dois vingou. O tibico veio vazando e praticamente não havia nada no saquinho e eu tentei por duas semanas cultivar o kefir de leite mas acabei descartando. Sinto saudades mesmo do sabor do kefir de leite, do ritual noturno de preparar um copo de kefir para levar no trabalho no dia seguinte e tomá-lo geladinho. Vou continuar procurando.

O cultivo dos iogurtes infinitos, com exceção do kosher que precisa de temperatura elevada, é muito fácil e mais prático que cultivar iogurte ou kefir, pois não requer controle de temperatura, nem coagem dos grãos.

Você consome algum desses probióticos? Como é sua rotina de cultivo e consumo?

Sandra

Iogurtes infinitos - dia 13

8 dias se passaram desde meu último post sobre a saga dos iogurtes e, de lá pra cá eu melhorei a forma de cultivo, aprendi a consumir todos eles mas ainda não pesquisei sobre cada um dos iogurtes nem busquei receitas.

A última semana foi bem corrida. Estou fazendo fisioterapia para reabilitação do joelho direito devido à uma condropatia patelar. O nome é feio mas o importante é que o ortopedista me disse que não é lesão e que a melhora se dá com exercícios. Não basta caminhar, tem que fazer alguma atividade física que fortaleça a musculatura dos joelhos como hidroginástica, academia ou pilates, que eu devo escolher após o término das sessões de fisioterapia e retorno ao ortopetista.

Além disso, neste ano decidimos nós mesmos fazer os ovos de Páscoa então o apê virou uma fábrica de chocolates nos últimos dias.

Eu abandonei os potinhos plásticos para colocar os iogurtes prontos. Ao invés disso, comprei copos americanos Nadir Figueiredo, coloquei  rótulos e, diariamente faço este ritual:
- Coloco 50 ml de leite em temperatura ambiente em cada copo;
- Misturo bem o iogurte que foi cultivado no dia anterior e coloco cerca de 1 colher de sopa de iogurte no leite do novo copo, misturo, cubro e guardo em temperatura ambiente;
- No iogurte pronto, acrescento mel, misturo, cubro com tampa ou filme de PVC e coloco na geladeira para consumo.


Assim que o iogurte é colocado no leite e misturado, ele já adquire consistência cremosa. Aquele amargor que senti em dois iogurtes no começo, não acontece mais. Contatei a vendedora e ela me informou - tardiamente - que eu deveria descartar a primeira troca de iogurte antes de consumir. Agora todos tem gosto bom e variam sutilmente no sabor, além do índice de acidez.

O único iogurte que está dando trabalho é o kosher que, por ser termófilo, ou seja, precisa de leite aquecido para o cultivo, exige um trabalho extra. O tempo para ficar pronto também é maior.

Num dia desta semana, não consegui cuidar dos iogurtes à noite e deixei por mais 24 horas. Pela experiência com kefir eu sabia era um tempo seguro para não estragar os iogurtes mas eles ficaram bem ácidos e eu tive que descartar.

Além das pesquisas, quero providenciar paninhos para cobrir os iogurtes ao invés de usar guardanapos de papel.

Volto à saga quanto tiver novidades.

Go iogurtes!


Sandra


Julie & Julie e Julie & Julie e Julie & Julie

O que é isso, Sandra, os gatos andaram passando sobre seu teclado de novo?

Não, é que eu queria, de novo, falar sobre Julie & Julia.

Terminei de ler o livro há dois dias. Assisti o filme há alguns anos e a comparação com o filme é inevitável, bem como a curiosidade envolvendo a autora.

Suponho que você já tenha lido o livro ou assistido ao filme, afinal ambos são da década passada mas, se não leu ou assistiu, vou fazer um breve resumo, na medida do possível.

Julia Child foi uma chef americana. Casada com um diplomata e morando em Paris no final dos anos 1940, depois de algumas tentativas frustadas para passar o tempo - como aprender a fazer chapéus - ela se descobriu apaixonada pela culinária e se matriculou na famosa escola de gastronomia Le Cordon Bleu. Isso mudou sua vida. Ela foi responsável por levar a culinária francesa aos lares americanos, escreveu livros e se tornou uma apresentadora de sucesso, com seu jeito alegre e um pouco desajeitado.

Julia Child

50 anos depois, Julie Powell é uma escritora frustada que vive em Nova Iorque, está prestes a completar 30 anos e que trabalha como secretária num escritório governamental que gerencia as consequências do 11 de setembro. Numa visita à casa da mãe, ela traz consigo o livro "Mastering the Art of French Cooking", de Julia Child, a quem ela admira muito. Seu marido Eric sugere que ela crie um blog e ela se propõe a cozinhar todas as 524 receitas do livro em um ano.

Seu blog faz muito sucesso, ela participa de programas de TV e é convidada para escrever um livro sobre sua história. O livro foi lançado originalmente em 2004 e o filme, em 2009.

Julie Powell

Gostei dos dois, a história é leve e deliciosa, para mim que gosto de livros, cozinha e blogs. Como havia assistido ao filme antes, demorou um pouco para eu desvincular a imagem da Amy Adams da verdadeira Julie Powell. A Julie do livro é mais verdadeira, não tão doce quanto a da tela e fala muito palavrão.

Assisti o filme novamente enquanto lia o livro e fiquei curiosa quanto ao motivo de Julia Child dizer não ter gostado do blog e acabei descobrindo mais algumas coisas. Julia talvez tenha achado a forma de escrever de Julie um pouco desrespeitosa mas, no livro, Julie conta que escreveu para Julia e recebeu um bilhete gentil em retribuição.

Enquanto terminava de escrever o livro, Julie Powell se envolveu com um antigo namorado e teve um affair com ele. Ela também foi trabalhar num açougue e lançou um segundo livro, Destrinchando, no qual expõe, com o consentimento de Eric, seu marido, essa fase de traição e obsessão.

Loucura né? Fiquei me perguntando o que leva uma pessoa a se expor desta forma. Talvez eu entenda um pouco ao ler o livro. Comprei num sebo online e ele chega na semana que vem. Vou lê-lo assim que ler A Distância Entre nós, da Thrity Umrigar.

Não consegui muita informação sobre Julie Powell depois disso. Ela não lançou mais nenhum livro, tem uma página no Facebook quase mais nada.

Sobre mim, me empolguei sobre este universo e, vocês sabem que eu sou uma entusiasta da panificação então comprei o livro Baking with Julia por uma bagatela no eBay.


Mais uma coisa, se puder assista a esta comparação entre a maravilhosa interpretação de de Meryl Streep e a verdadeira Julia Child,



Sandra 

Iogurtes Infinitos - dia 5

No café da manhã tomei o colágeno com mel e foi a melhor experiência até agora. Assim como a aparência sedosa, o sabor é bem suave e agradável. À tarde experimentei o viili. Ele e ácido e tem um sabor bem característico que eu ainda não consigo definir.


Ainda sobre o viili, escuta esta história. A vendedora havia me mandado a lista dos nomes dos iogurtes, a mesma que compartilhei com vocês num dos primeiros posts. O viili é também chamado de viili longo, por motivos que ainda vou descobrir. No primeiro dia do preparo, abri a embalagem e fui preparando cada um dos iogurtes e anotando o nome que estava no envelope. Um deles tinha Congo no nome. Eu li "vilu congo". Eu tinha lido que havia um iogurte cultivado por tribos africanas e pensei que pudesse ser esse. Quando percebi que o nome não estava na lista e não o encontrava em pesquisas na internet, vi que tinha algo errado, afinal, se o Google não encontra é porque não existe, não é mesmo?
Bastou eu fazer o match pra descobrir que o que eu identifiquei como "vilu congo" é, na verdade, o viili longo.

Eu tinha os iogurtes dos últimos dias na geladeira e misturei todos com gelatina. Ficou parecido com iogurte de garrafa, comprado em mercado. Um leve sabor amargo me preocupa. Alguns dos iogurtes tem este sabor e ainda não sei se é característica deles ou se estou com alguma alteração. Quando perdi meu kefir, ele tinha um sabor amargo.

Hoje não vou fazer o cultivo pois preciso de novos potes, que pretendo comprar amanhã cedo. Como estou cultivando uma quantidade pequena de cada iogurte, cerca de 50 ml, pretendo comprar copos americanos.

A partir de hoje vou anexar nos posts uma tabela com os iogurtes e as informações em aprendizado sobre cada um. Também vou diminuir a frequência dos posts.

Os próximos passos são:

  • providenciar novos vidros para o cultivo;
  • pesquisar sobre as características e particularidades de cada iogurte;
  • pesquisar sobre os micro-organismos de cada iogurte;
  • fazer seleção de receitas com iogurtes. 


Go iogurtes!



Sandra 

Iogurtes infinitos - dia 4

Nada como um dia após o outro para colocarmos as coisas em ordem e deixarmos o tempo fazer seu trabalho.

Ontem fiz a segunda fase em 7 dos 11 iogurtes, que consistia em:
- espremer, retirar e descartar a gaze;
-  misturar bem;
-  separar uma colher de sopa de iogurte e misturar com 100 ml de leite para produzir mais iogurte;
- armazenar o restante em potes e colocar na geladeira para serem consumidos em até 2 dias.

Os quatro iogurtes restantes, entre eles o kosher, ainda não estavam no ponto então deixe-os maturando um dia a mais.

A cada iogurte que preparado, é preciso usar uma colher diferente e eu experimentei cada um para ter ideia do sabor. Há diferença de consistência e sabor em cada um. No geral alguns são mais suaves e outros mais ácidos. Acredito que no decorrer de uma semana já será possível identificar melhor um pouco das características de cada um.

Hoje pela manhã troquei o iogurte industrializado pelo greek, com banana e aveia. Adocei um pouquinho e o sabor é bem suave.

Depois que preparei os iogurtes ontem pensei que, se diariamente eu reproduzir os 10 iogurtes (o kosher precisa de mais tempo) com 100 ml de leite cada, eu vou ter, diariamente 1 litro de iogurtes, o que é muito. Nesta primeira fase só a cobaia aqui faz as degustações então, a partir de hoje, reduzi a quantidade de leite para 50 ml aproximadamente.

À noite, antes dos cuidados de hoje, tomei o skyr. Achei bem forte, com o toque amargo, o que não me deixou muito empolgada. Não sei porque raios temos aqui em casa uma misturinha bem artificial sabor morando. Eu uso eventualmente para fazer sorvete. Misturei um pouco deste pó no skyr e comi.

Os três iogurtes que ficaram maturando mais um dia, de ontem para hoje, foram o caspian, o viili e o colágeno. Todos eles estavam bons hoje e o colágeno tem uma textura bem sedosa.

Já estou me familiarizando com os nomes dos iogurtes e agora cuido deles em ordem alfabética.



Amanhã vou provar dois ou três iogurtes diferentes e pretendo usá-los em receitas, substituindo o leite quando for possível e também processar com frutas e congelar.

Vou começar a pesquisar mais sobre cada um deles e nós vamos aprendendo juntos.

Go iogurtes!



Sandra 

Iogurtes infinitos - dia 3

O dia hoje foi bem puxado. Correria no trabalho, avaliação para fisioterapia, véspera de prova do meu filho, jantar... ufa! Só perto das 22 horas consegui olhar os iogurtes. Confesso que tinha ficado desanimada ontem após olhar cada um deles e ver que não tinham mudado em nada na aparência. O plano para hoje era ver se haviam inoculado e, caso negativo, deixar mais 24 horas. Para minha surpresa e alegria, eles haviam reagido, estavam firmes. Obrigada pela torcida!


Minha vontade mesmo era deixar para continuar amanhã pois estava muito cansada mas a orientação para esta segunda fase estava bem clara: esperar 16 a 24 horas e eu não quero correr o risco de estragar os iogurtes e perder meu investimento e o trabalho. O kosher, o diferentão, vai ficar mais um pouco, até 72 horas ou, até que esteja bem sólido a ponto de não derramar quando o vidro for virado de cabeça para baixo.

Me organizo e penso na logística de cuidar dos iogurtes: vai ser preciso ter um par de vidros identificados para cada iogurte e também potinhos para acondicionar os iogurtes prontos, também identificados.

Preciso arrumar os potes de vidro então hoje vou retirar as gazes, transferir os iogurtes para potinhos identificados, deixando uma colher de sopa de iogurte no pote de vidro e começar uma nova cultura. Uma colher de sopa é o suficiente para 100 ml de leite. Amanhã vou poder finalmente experimentar os iogurtes.

Será que são muito azedos? Será que  eu vou sentir diferença no sabor entre eles? E se tudo der certo, o que eu vou fazer com 100 ml de 11 tipos de iogurtes diferentes?


Sandra




Iogurtes infinitos - dia 2

Eu deveria estar dormindo mas quis aproveitar para deixar em dia a saga dos iogurtes.

Após 24 horas, eu deveria descartar o soro que se acumulou nos iogurtes, acrescentar mais 50 ml de leite e aguardar de 16 a 24 horas. Eu fiz tudo isso mas, antes, senti aquela sensação desagradável de ter sido engada. É cedo para perder a fé na humanidade mas o fato é que meus iogurtes não apresentaram nenhuma alteração. A olho nu, é só uma mistura de leite e gaze. Sem alteração de cheiro ou consistência.

Na orientação do kosher, especialmente, dizia para virar o copo de cabeça para baixo e o iogurte estaria tão sólido que não cairia. Senti vontade de rir... ou de chorar.

Amanhã vou ver se há alguma alteração e, se não houver, vou deixar por mais 24 horas.

Torçam por mim. Go iogurtes!

Sandra

Iogurtes infinitos, dia 1

PROBIÓTICOS são microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo. (Anvisa)

Comprei um combo de 10 "mudas" de iogurtes infinitos. Recebi antes de ontem e ontem à noite iniciei o cultivo. Os iogurtes, diferentemente do kefir, não vêm em grãos, é o próprio iogurte que é misturado ao leite para produzir mais iogurte. Para poderem ser enviadas pelo correio, as mudas foram colocadas em pedaços de gazes, secas e embaladas em sacos plásticos.

De um jeito artesanal, as mudas vieram bem armazenadas: num envelope havia uma cartela feita com embalagem tetra pak em um saco plástico lacrado. Dentro do tetra pak cada muda foi armazenada e etiquetada individualmente por motivos óbvios: o contato de um iogurte com outro "contamina" as colônias e o iogurte perde suas características. Claro que eu já pensei em, depois de cultivar todos, fazer experiências com misturas de iogurtes. Como cortesia, o vendedor envio mais um tipo de iogurte.

Existe uma classificação quanto à temperatura em que os microrganismos se desenvolvem e duas delas se aplicam ao cultivo de iogurtes. Os mesóficos são cultivados em temperatura ambiente, se você vive numa região de clima moderado, ou seja, de 20° a 40°. Já os termófilos precisam de temperatura entre 40° e 85°. Dentre os iogurtes que recebi, apenas um, o que veio de brinde, chamado de kosher, é um termófilo.


Pois bem, antes de abrir as embalagens, preparei todo o arsenal: bancada da pia limpa e esterilizada com álcool, copos de vidro e colheres de chá previamente esterilizados, etiquetas, caneta permanente, papel toalha e elásticos. A identificação de cada vidro é fundamental, bem como o cuidado em não utilizar colher ou qualquer acessório de um iogurte em outro.


Junto com as mudas, recebi as instruções. Em linguagem bem simples, um pouco confusa, mas deu pra entender. Com exceção do kosher, que precisa de leite morno, todos os outros têm a mesma orientação: colocar a gaze num copo de vidro com 50 ml de leite em temperatura ambiente, cobrir com pano ou papel toalha e elástico e deixar de 24 a 48 horas.

Estes são os nomes dos iogurtes, que vieram nas etiquetas. Não sei se a grafia está correta mas nós vamos descobrir ao longo dos dias.
  • Caspian
  • Viili
  • Filmjölk
  • Amas
  • Skyr
  • Colágeno
  • Greek
  • Bulbarius
  • Buttermilk
  • Piima
  • Kosher (o diferenção, aquele que precisa de leite aquecido)

Não pude deixar de pensar na possibilidade de o vendedor, por descuido, rotular errado um ou mais iogurtes. Também olhei com desconfiança para nomes como buttermilk, greek e colágeno mas agora o momento é de fé. Ao longo desta série vamos conhecer e descobrir juntos sobre cada um deles.

Iogurtes armazenados e guardados em temperatura ambiente, amanhã veremos como estarão.

Você já tinha ouvido falar em algum destes iogurtes? Já experimentou ou cultiva algum? Eu adoraria saber.


Sandra

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