Iogurtes Infinitos, quase dois meses depois

Faz 53 dias que iniciei a saga dos iogurtes infinitos. Como eu imaginava que aconteceria, chegou um ponto em que ficou insustentável cultivar 11 tipos de iogurtes diferentes, fazer a troca todos os dias, cuidar dos copos e talheres usados e ainda, consumir todos eles... ufa!

Mas não pensem vocês que eu desistiuyj7. Separei dois deles para cultivo, greek e colágeno, que são os mais suaves, e congelei os demais, em saquinhos de sorvete.

Recentemente uma leitora do Luka Luluka no Instagram me perguntou sobre o viili, então eu descongelei este também e estou usando os três. Em comparação ao greek e ao colágelo, o viili é mais azedinho. Eu gostei. E a consistência dele é linda, bem cremosa.

Enquanto cultivava os 11 iogurtes, com a correria do dia a dia, eu não estava conseguindo observar a diferença entre eles e a característica de cada um. Com o uso de dois ou três iogurtes, produzindo cerca de 50 a 100 ml de iogurte ao dia de cada um, fica mais sustentável o cultivo e a observação.

Quando comprei as mudas dos iogurtes, comprei também, de outro fornecedor, kefir de leite de kefir de água (tibico). Eu já tive os dois mas depois de um tempo perdi e não consegui reativar os congelados. Já havia feito isso antes, reativar os grãos congelados, mas na última vez não deu certo. Alguns amigos meus relataram o mesmo problema. Enfim, não consegui nenhuma doação e até venda é difícil por causa do tempo de entrega dos correios. Do vendedor que comprei, os grãos vinham desidratados, o que achei, no mínimo, diferente. Para ser sucinta, nenhum dos dois vingou. O tibico veio vazando e praticamente não havia nada no saquinho e eu tentei por duas semanas cultivar o kefir de leite mas acabei descartando. Sinto saudades mesmo do sabor do kefir de leite, do ritual noturno de preparar um copo de kefir para levar no trabalho no dia seguinte e tomá-lo geladinho. Vou continuar procurando.

O cultivo dos iogurtes infinitos, com exceção do kosher que precisa de temperatura elevada, é muito fácil e mais prático que cultivar iogurte ou kefir, pois não requer controle de temperatura, nem coagem dos grãos.

Você consome algum desses probióticos? Como é sua rotina de cultivo e consumo?

Sandra

Iogurtes infinitos - dia 13

8 dias se passaram desde meu último post sobre a saga dos iogurtes e, de lá pra cá eu melhorei a forma de cultivo, aprendi a consumir todos eles mas ainda não pesquisei sobre cada um dos iogurtes nem busquei receitas.

A última semana foi bem corrida. Estou fazendo fisioterapia para reabilitação do joelho direito devido à uma condropatia patelar. O nome é feio mas o importante é que o ortopedista me disse que não é lesão e que a melhora se dá com exercícios. Não basta caminhar, tem que fazer alguma atividade física que fortaleça a musculatura dos joelhos como hidroginástica, academia ou pilates, que eu devo escolher após o término das sessões de fisioterapia e retorno ao ortopetista.

Além disso, neste ano decidimos nós mesmos fazer os ovos de Páscoa então o apê virou uma fábrica de chocolates nos últimos dias.

Eu abandonei os potinhos plásticos para colocar os iogurtes prontos. Ao invés disso, comprei copos americanos Nadir Figueiredo, coloquei  rótulos e, diariamente faço este ritual:
- Coloco 50 ml de leite em temperatura ambiente em cada copo;
- Misturo bem o iogurte que foi cultivado no dia anterior e coloco cerca de 1 colher de sopa de iogurte no leite do novo copo, misturo, cubro e guardo em temperatura ambiente;
- No iogurte pronto, acrescento mel, misturo, cubro com tampa ou filme de PVC e coloco na geladeira para consumo.


Assim que o iogurte é colocado no leite e misturado, ele já adquire consistência cremosa. Aquele amargor que senti em dois iogurtes no começo, não acontece mais. Contatei a vendedora e ela me informou - tardiamente - que eu deveria descartar a primeira troca de iogurte antes de consumir. Agora todos tem gosto bom e variam sutilmente no sabor, além do índice de acidez.

O único iogurte que está dando trabalho é o kosher que, por ser termófilo, ou seja, precisa de leite aquecido para o cultivo, exige um trabalho extra. O tempo para ficar pronto também é maior.

Num dia desta semana, não consegui cuidar dos iogurtes à noite e deixei por mais 24 horas. Pela experiência com kefir eu sabia era um tempo seguro para não estragar os iogurtes mas eles ficaram bem ácidos e eu tive que descartar.

Além das pesquisas, quero providenciar paninhos para cobrir os iogurtes ao invés de usar guardanapos de papel.

Volto à saga quanto tiver novidades.

Go iogurtes!


Sandra


Julie & Julie e Julie & Julie e Julie & Julie

O que é isso, Sandra, os gatos andaram passando sobre seu teclado de novo?

Não, é que eu queria, de novo, falar sobre Julie & Julia.

Terminei de ler o livro há dois dias. Assisti o filme há alguns anos e a comparação com o filme é inevitável, bem como a curiosidade envolvendo a autora.

Suponho que você já tenha lido o livro ou assistido ao filme, afinal ambos são da década passada mas, se não leu ou assistiu, vou fazer um breve resumo, na medida do possível.

Julia Child foi uma chef americana. Casada com um diplomata e morando em Paris no final dos anos 1940, depois de algumas tentativas frustadas para passar o tempo - como aprender a fazer chapéus - ela se descobriu apaixonada pela culinária e se matriculou na famosa escola de gastronomia Le Cordon Bleu. Isso mudou sua vida. Ela foi responsável por levar a culinária francesa aos lares americanos, escreveu livros e se tornou uma apresentadora de sucesso, com seu jeito alegre e um pouco desajeitado.

Julia Child

50 anos depois, Julie Powell é uma escritora frustada que vive em Nova Iorque, está prestes a completar 30 anos e que trabalha como secretária num escritório governamental que gerencia as consequências do 11 de setembro. Numa visita à casa da mãe, ela traz consigo o livro "Mastering the Art of French Cooking", de Julia Child, a quem ela admira muito. Seu marido Eric sugere que ela crie um blog e ela se propõe a cozinhar todas as 524 receitas do livro em um ano.

Seu blog faz muito sucesso, ela participa de programas de TV e é convidada para escrever um livro sobre sua história. O livro foi lançado originalmente em 2004 e o filme, em 2009.

Julie Powell

Gostei dos dois, a história é leve e deliciosa, para mim que gosto de livros, cozinha e blogs. Como havia assistido ao filme antes, demorou um pouco para eu desvincular a imagem da Amy Adams da verdadeira Julie Powell. A Julie do livro é mais verdadeira, não tão doce quanto a da tela e fala muito palavrão.

Assisti o filme novamente enquanto lia o livro e fiquei curiosa quanto ao motivo de Julia Child dizer não ter gostado do blog e acabei descobrindo mais algumas coisas. Julia talvez tenha achado a forma de escrever de Julie um pouco desrespeitosa mas, no livro, Julie conta que escreveu para Julia e recebeu um bilhete gentil em retribuição.

Enquanto terminava de escrever o livro, Julie Powell se envolveu com um antigo namorado e teve um affair com ele. Ela também foi trabalhar num açougue e lançou um segundo livro, Destrinchando, no qual expõe, com o consentimento de Eric, seu marido, essa fase de traição e obsessão.

Loucura né? Fiquei me perguntando o que leva uma pessoa a se expor desta forma. Talvez eu entenda um pouco ao ler o livro. Comprei num sebo online e ele chega na semana que vem. Vou lê-lo assim que ler A Distância Entre nós, da Thrity Umrigar.

Não consegui muita informação sobre Julie Powell depois disso. Ela não lançou mais nenhum livro, tem uma página no Facebook quase mais nada.

Sobre mim, me empolguei sobre este universo e, vocês sabem que eu sou uma entusiasta da panificação então comprei o livro Baking with Julia por uma bagatela no eBay.


Mais uma coisa, se puder assista a esta comparação entre a maravilhosa interpretação de de Meryl Streep e a verdadeira Julia Child,



Sandra 

Iogurtes Infinitos - dia 5

No café da manhã tomei o colágeno com mel e foi a melhor experiência até agora. Assim como a aparência sedosa, o sabor é bem suave e agradável. À tarde experimentei o viili. Ele e ácido e tem um sabor bem característico que eu ainda não consigo definir.


Ainda sobre o viili, escuta esta história. A vendedora havia me mandado a lista dos nomes dos iogurtes, a mesma que compartilhei com vocês num dos primeiros posts. O viili é também chamado de viili longo, por motivos que ainda vou descobrir. No primeiro dia do preparo, abri a embalagem e fui preparando cada um dos iogurtes e anotando o nome que estava no envelope. Um deles tinha Congo no nome. Eu li "vilu congo". Eu tinha lido que havia um iogurte cultivado por tribos africanas e pensei que pudesse ser esse. Quando percebi que o nome não estava na lista e não o encontrava em pesquisas na internet, vi que tinha algo errado, afinal, se o Google não encontra é porque não existe, não é mesmo?
Bastou eu fazer o match pra descobrir que o que eu identifiquei como "vilu congo" é, na verdade, o viili longo.

Eu tinha os iogurtes dos últimos dias na geladeira e misturei todos com gelatina. Ficou parecido com iogurte de garrafa, comprado em mercado. Um leve sabor amargo me preocupa. Alguns dos iogurtes tem este sabor e ainda não sei se é característica deles ou se estou com alguma alteração. Quando perdi meu kefir, ele tinha um sabor amargo.

Hoje não vou fazer o cultivo pois preciso de novos potes, que pretendo comprar amanhã cedo. Como estou cultivando uma quantidade pequena de cada iogurte, cerca de 50 ml, pretendo comprar copos americanos.

A partir de hoje vou anexar nos posts uma tabela com os iogurtes e as informações em aprendizado sobre cada um. Também vou diminuir a frequência dos posts.

Os próximos passos são:

  • providenciar novos vidros para o cultivo;
  • pesquisar sobre as características e particularidades de cada iogurte;
  • pesquisar sobre os micro-organismos de cada iogurte;
  • fazer seleção de receitas com iogurtes. 


Go iogurtes!



Sandra 

Iogurtes infinitos - dia 4

Nada como um dia após o outro para colocarmos as coisas em ordem e deixarmos o tempo fazer seu trabalho.

Ontem fiz a segunda fase em 7 dos 11 iogurtes, que consistia em:
- espremer, retirar e descartar a gaze;
-  misturar bem;
-  separar uma colher de sopa de iogurte e misturar com 100 ml de leite para produzir mais iogurte;
- armazenar o restante em potes e colocar na geladeira para serem consumidos em até 2 dias.

Os quatro iogurtes restantes, entre eles o kosher, ainda não estavam no ponto então deixe-os maturando um dia a mais.

A cada iogurte que preparado, é preciso usar uma colher diferente e eu experimentei cada um para ter ideia do sabor. Há diferença de consistência e sabor em cada um. No geral alguns são mais suaves e outros mais ácidos. Acredito que no decorrer de uma semana já será possível identificar melhor um pouco das características de cada um.

Hoje pela manhã troquei o iogurte industrializado pelo greek, com banana e aveia. Adocei um pouquinho e o sabor é bem suave.

Depois que preparei os iogurtes ontem pensei que, se diariamente eu reproduzir os 10 iogurtes (o kosher precisa de mais tempo) com 100 ml de leite cada, eu vou ter, diariamente 1 litro de iogurtes, o que é muito. Nesta primeira fase só a cobaia aqui faz as degustações então, a partir de hoje, reduzi a quantidade de leite para 50 ml aproximadamente.

À noite, antes dos cuidados de hoje, tomei o skyr. Achei bem forte, com o toque amargo, o que não me deixou muito empolgada. Não sei porque raios temos aqui em casa uma misturinha bem artificial sabor morando. Eu uso eventualmente para fazer sorvete. Misturei um pouco deste pó no skyr e comi.

Os três iogurtes que ficaram maturando mais um dia, de ontem para hoje, foram o caspian, o viili e o colágeno. Todos eles estavam bons hoje e o colágeno tem uma textura bem sedosa.

Já estou me familiarizando com os nomes dos iogurtes e agora cuido deles em ordem alfabética.



Amanhã vou provar dois ou três iogurtes diferentes e pretendo usá-los em receitas, substituindo o leite quando for possível e também processar com frutas e congelar.

Vou começar a pesquisar mais sobre cada um deles e nós vamos aprendendo juntos.

Go iogurtes!



Sandra 

Iogurtes infinitos - dia 3

O dia hoje foi bem puxado. Correria no trabalho, avaliação para fisioterapia, véspera de prova do meu filho, jantar... ufa! Só perto das 22 horas consegui olhar os iogurtes. Confesso que tinha ficado desanimada ontem após olhar cada um deles e ver que não tinham mudado em nada na aparência. O plano para hoje era ver se haviam inoculado e, caso negativo, deixar mais 24 horas. Para minha surpresa e alegria, eles haviam reagido, estavam firmes. Obrigada pela torcida!


Minha vontade mesmo era deixar para continuar amanhã pois estava muito cansada mas a orientação para esta segunda fase estava bem clara: esperar 16 a 24 horas e eu não quero correr o risco de estragar os iogurtes e perder meu investimento e o trabalho. O kosher, o diferentão, vai ficar mais um pouco, até 72 horas ou, até que esteja bem sólido a ponto de não derramar quando o vidro for virado de cabeça para baixo.

Me organizo e penso na logística de cuidar dos iogurtes: vai ser preciso ter um par de vidros identificados para cada iogurte e também potinhos para acondicionar os iogurtes prontos, também identificados.

Preciso arrumar os potes de vidro então hoje vou retirar as gazes, transferir os iogurtes para potinhos identificados, deixando uma colher de sopa de iogurte no pote de vidro e começar uma nova cultura. Uma colher de sopa é o suficiente para 100 ml de leite. Amanhã vou poder finalmente experimentar os iogurtes.

Será que são muito azedos? Será que  eu vou sentir diferença no sabor entre eles? E se tudo der certo, o que eu vou fazer com 100 ml de 11 tipos de iogurtes diferentes?


Sandra




Iogurtes infinitos - dia 2

Eu deveria estar dormindo mas quis aproveitar para deixar em dia a saga dos iogurtes.

Após 24 horas, eu deveria descartar o soro que se acumulou nos iogurtes, acrescentar mais 50 ml de leite e aguardar de 16 a 24 horas. Eu fiz tudo isso mas, antes, senti aquela sensação desagradável de ter sido engada. É cedo para perder a fé na humanidade mas o fato é que meus iogurtes não apresentaram nenhuma alteração. A olho nu, é só uma mistura de leite e gaze. Sem alteração de cheiro ou consistência.

Na orientação do kosher, especialmente, dizia para virar o copo de cabeça para baixo e o iogurte estaria tão sólido que não cairia. Senti vontade de rir... ou de chorar.

Amanhã vou ver se há alguma alteração e, se não houver, vou deixar por mais 24 horas.

Torçam por mim. Go iogurtes!

Sandra

Iogurtes infinitos, dia 1

PROBIÓTICOS são microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo. (Anvisa)

Comprei um combo de 10 "mudas" de iogurtes infinitos. Recebi antes de ontem e ontem à noite iniciei o cultivo. Os iogurtes, diferentemente do kefir, não vêm em grãos, é o próprio iogurte que é misturado ao leite para produzir mais iogurte. Para poderem ser enviadas pelo correio, as mudas foram colocadas em pedaços de gazes, secas e embaladas em sacos plásticos.

De um jeito artesanal, as mudas vieram bem armazenadas: num envelope havia uma cartela feita com embalagem tetra pak em um saco plástico lacrado. Dentro do tetra pak cada muda foi armazenada e etiquetada individualmente por motivos óbvios: o contato de um iogurte com outro "contamina" as colônias e o iogurte perde suas características. Claro que eu já pensei em, depois de cultivar todos, fazer experiências com misturas de iogurtes. Como cortesia, o vendedor envio mais um tipo de iogurte.

Existe uma classificação quanto à temperatura em que os microrganismos se desenvolvem e duas delas se aplicam ao cultivo de iogurtes. Os mesóficos são cultivados em temperatura ambiente, se você vive numa região de clima moderado, ou seja, de 20° a 40°. Já os termófilos precisam de temperatura entre 40° e 85°. Dentre os iogurtes que recebi, apenas um, o que veio de brinde, chamado de kosher, é um termófilo.


Pois bem, antes de abrir as embalagens, preparei todo o arsenal: bancada da pia limpa e esterilizada com álcool, copos de vidro e colheres de chá previamente esterilizados, etiquetas, caneta permanente, papel toalha e elásticos. A identificação de cada vidro é fundamental, bem como o cuidado em não utilizar colher ou qualquer acessório de um iogurte em outro.


Junto com as mudas, recebi as instruções. Em linguagem bem simples, um pouco confusa, mas deu pra entender. Com exceção do kosher, que precisa de leite morno, todos os outros têm a mesma orientação: colocar a gaze num copo de vidro com 50 ml de leite em temperatura ambiente, cobrir com pano ou papel toalha e elástico e deixar de 24 a 48 horas.

Estes são os nomes dos iogurtes, que vieram nas etiquetas. Não sei se a grafia está correta mas nós vamos descobrir ao longo dos dias.
  • Caspian
  • Viili
  • Filmjölk
  • Amas
  • Skyr
  • Colágeno
  • Greek
  • Bulbarius
  • Buttermilk
  • Piima
  • Kosher (o diferenção, aquele que precisa de leite aquecido)

Não pude deixar de pensar na possibilidade de o vendedor, por descuido, rotular errado um ou mais iogurtes. Também olhei com desconfiança para nomes como buttermilk, greek e colágeno mas agora o momento é de fé. Ao longo desta série vamos conhecer e descobrir juntos sobre cada um deles.

Iogurtes armazenados e guardados em temperatura ambiente, amanhã veremos como estarão.

Você já tinha ouvido falar em algum destes iogurtes? Já experimentou ou cultiva algum? Eu adoraria saber.


Sandra

A louca dos probióticos

Nesta semana iniciei mais uma aventura nesta minha busca pelo conhecimento de alimentos vivos: probióticos e fermentos naturais.

(Nada a ver com o assunto mas, enquanto escrevo, assisto um episódio do Decora, no GNT, em que o Maurício Arruda decora, obviamente, um espaço no estilo boho. É muito minha cara isso).

Minha jornada começou há dois anos e de lá pra cá já experimentei muita coisa: kefir, tibico, levain, kombucha, jun. Com maior ou menor dificuldade, todos deram certo. Depois de um tempo enjoei de alguns e o armazenamento e recuperação já não foram tão bem sucedidos assim. Vou fazer posts individuais para cada assunto, como fiz para o fermento do pão de Cristo,

O assunto de hoje é sobre a minha mais exagerada empreitada. Eu estava à procura de novos grãos de kefir de leite e kefir de água, este último também chamado de tibico. Uma coisa  interessante nos probióticos é que a maioria deles não pode ser industrializada então eles vão sendo compartilhados entre vizinhos e amigos. Existem grupos de doação nas redes sociais também.

(Pausa para mandar uma mensagem para minha filha para convidá-la para fazermos "torta regina" que é feita de carolinas, caramelo e chantilly. Agora estou assistindo  Que Seja Doce).

Meus primeiros probióticos eu consegui através de doação mas confesso que não me sinto nada confortável pedindo coisas para pessoas desconhecidas e indo até a casa delas para buscar. Então procurei comprar novos grãos de kefir no Mercado Livre mas, infelizmente, duas vezes a compra foi cancelada pelo vendedor pois o tempo de envio poderia estragar os grãos.

Na busca por um novo vendedor, encontrei um anúncio de iogurtes infinitos muito atraente. O vendedor oferecia não um nem dois mas dez iogurtes infinitos diferentes. Uau! Nunca experimentei nenhum deles mas li que cada um tem característica, sabor, e origem diferente e eu estou louca para conhecê-los.

No próximo post vamos começar a trabalhar com os iogurtes infinidos.
Se você tem alguma dúvida, dica ou qualquer comentário sobre o assunto, comenta que eu vou adorar saber.

Em tempo, consegui um vendedor de kefir de leite e água e estou aguardando o envio.

Sandra

Estante de livros com reaproveitamento de materiais

Estou em minha última semana de férias*. Peguei três semanas e nestas férias não viajamos e, para falar a verdade, eu mal saí de casa. Poxa, que chato, você pode pensar. O que talvez você não saiba é que estas férias estavam planejadas desde outubro último e que eu mantinha desde então uma lousa com a contagem regressiva. Sabe por quê? Porque estas férias foram planejadas para receber e cuidar do novo morador da casa, o novo membro da gangue dos bichos, o Victor Van Vedder.

Prazer, Victor
Com uma cachorra e um gato em casa, a Mônica e o Totoro, eu precisava estar disponível em tempo integral para promover a integração do filhote e garantir seu bem estar. Missão cumprida! Duas semanas depois eles interagem, brincam e dormem próximos.

Mas o que isso tem a ver com o título da postagem? É que eu precisava ocupar meu tempo. Descansei até cansar nos primeiros dias, organizei estantes e armários e, na semana passada, coloquei em prática um projeto esboçado alguns meses atrás: fazer mais uma estante para a área da biblioteca. A "biblioteca" não é um cômodo mas uma parede no final do corredor.


Sempre quis ter um armário para guardar minha memorábilia: álbuns de fotos, journals (diários) e outras recordações. Além disso, sempre tenho livros separados para venda e doação e eles ficavam empilhados no chão da biblioteca, dando uma cara feia e bagunçada para o local.

Aliada à necessidade de um espaço, eu tinha muitas sobras de MDF e outros materiais. Nós fizemos uma casinha linda para a Mônica e o Totoro (eu nunca mostrei, vou tentar resgatar fotos) mas, depois de um tempo e após um inverno mais intenso, a casinha deixou de ser útil e nós a desmontamos. Isso estava dando trabalho porque os pedaços de MDF ficavam num canto da varanda e, como não podem ser molhados, era precisava retirá-los todas as vezes em que a varanda é lavada.

Medi o espaço disponível na biblioteca, os pedaços de MDF e calculei o que poderia ser feito.




Eu tinha ciência de que não ficaria perfeito porque:
- não sou profissional em marcenaria;
- não tenho serra circular e usaria serra tico-tico para cortar os pedaços de MDF;
- não tinha MDF suficiente nos tamanhos necessários então era preciso fazer alguns remendos.

Mesmo assim, confiando na minha criatividade, coloquei a mão na massa e montei o móvel numa única tarde:
- Pela manhã, conferi e fiz alguns ajustes no projeto e risquei o MDF;
- À tarde cortei o MDF e montei o móvel.

Por estar cansada, não conseguia pensar no acabamento. Mas nada como um dia após o outro e uma boa noite de sono. Acordei inspirada e decidi fazer uma pátina mexicana na parte externa.

Para não tornar este post muito extenso, ensino a técnica da pátina mexicana no próximo post.




Estante pintada, já numa pegada exagerada, kitsch, já que o móvel é exclusivamente meu, eu precisava fechá-la para manter seu interior mais limpo. Sei que cortinas não são uma unanimidade para fechar móveis mas a estante era uma criação 100% minha e eu decidi potencializar o estilo fazendo uma cortina usando retalhos que eu tinha em casa. Separei alguns retalhos, pensei nas combinações e mais uma vez fui dormir para amadurecer a ideia.


Cortina pronta, coloquei os pés no móvel, faltava colocar os retalhos de barra roscada para pendurar a cortina. Eu já havia deixado a estante furada, foi um sufoco rosquear toda a extensão da barra e meu filho me ajudou a serrar a sobra.


A estante mexican kitsch estava pronta!


Comentei com meu marido: sei que não está perfeito mas puxa orgulho que me deu!!

Ontem passei o dia num outro projeto: cadastrar os livros para vendê-los na Amazon.
Me propus a manter a loja por 3 meses. Vem conhecer os livros do Bazar Cultural & Colecionismo na Amazon e me ajudar a fazer os livros circularem.


Espero que tenho gostado do projeto e que ele te inspire também criar.


San


*Este post foi escrito na semana anterior mas tivemos alguns problemas de saúde e não eu não tive tempo nem ânimo para fazer a edição e publicar o post.
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