Então eu descobri o zentangle (with a little help from my friends)

Foi ao acaso. Totalmente ao acaso que eu descobri o zentangle.

Em uma tarde de ócio, estava no Pinterest vagando entre imagens e ideias, procurando não me lembro o quê. Isso foi há cerca de um ano atrás. Em meio a tantas imagens, vi um desenho acompanhado de uma pequena descrição que mencionava a palavra zentangle.

Achei interessante o nome. Parecia a combinação de zen com alguma coisa relacionada a formas geométricas. Curiosa que sou, pesquisei sobre o termo e descobri um mundo de possibilidades ao qual eu era totalmente alheia. Sim, eu podia desenhar!

Já comentei que desenho está longe de ser meu forte. Se eu recebi algum talento para desenhar quando nasci, guardei a 7 chaves e então transferi tudo para minha filha quando ela nasceu. Ela desenha espetacularmente bem e não estou falando isso por bajulação. Quanto à mim, só sei desenhar homens palito. Também não estou sendo modesta.

Zentangle é um método de desenho que consiste, basicamente, na criação de imagens pela repetição de padrões.

Criado no final dos anos 1990 pelos artistas americanos Maria Thomas e Rick Roberts, o zentangle se popularizou entre artistas, desenhistas e ilustradores e hoje tem uma considerável legião de admiradores e praticantes da técnica. Há quem diga que o conceito de fazer desenhos repetindo formas não é tão recente nem foi inventado por uma ou duas pessoas, o que pode soar antipático um casal se dizer dono da ideia. O fato é que eles patentearam o nome, criaram técnicas e são os responsáveis por sua divulgação.

Na minha percepção, zentangle é uma terapia. Relaxante, ótimo para ser praticado antes de dormir, ajuda a desacelerar e traz satisfação pessoal.

O que você precisar para começar? Papel e caneta. Isso mesmo. Nada de lápis e borracha. A ideia é você não corrigir os erros e sim transformá-los.

Um desenho zentangle tradicional deve ser feito em um quadrado de 9 x 9cm.

Empolgada com a constatação, através das primeiras tentativas, de que eu podia sim desenhar, pedi aos meus talentosos amigos Susana e Renato, da DETUDOUMPOUCO, um caderno artesanal sob medida, para eu começar com estilo meu aprendizado.



Pedi que o caderno tivesse 15 x 15cm para que eu pudesse facilmente fazer o quadrado de 9x9cm apenas usando uma régua de 3cm em todas as bordas da folha.




Também comprei uma caneta de desenho 0,5. Estes foram dois dos meus primeiros desenhos usando a técnica:

"Strelitzia" - Agosto/2014

"Ouro de Tolo" - Outubro/2014

Talvez para disfarçar um pouco os traços de iniciante, inventei de contornar o desenho com palavras, geralmente poemas ou letras de música.

O subtítulo deste post, With a Little Help from my Friends, é o nome de uma canção dos Beatles e uma forma de agradecer meus amigos Renato e Susana pelo carinho e pelo presente tão inspirador.

Que a inspiração esteja com todos vocês.

2 comentários:

  1. Adoro esse tipo de desenho. Aprendi a fazer algo semelhante na escola, na década de 70. Não tem esse negócio de tamanho... "o desenho é seu, faça como quiser", dizia minha professora de artes. Atualmente, o jeito que eu mais gosto de fazer é texturando um fundo já pintado em aquarela. A partir dos efeitos da tinta, criar desenho e padrões. Realmente é relaxante e anima a gente, que não sabe desenhar!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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