{Mônica e Totoro} O dia em que adotamos dois filhotes

Há três semanas nosso lar doce lar conta com a presença e a alegria de dois filhotes, um gato e um cãozinho.

Quem acompanha o Luka Luluka no Instagram ou no Facebook sabe disso porque desde então as fotos de artes, reciclagens, plantas e livros foram substituídas por fotos dos dois filhotes.

Moramos há seis anos em apartamento e desde nossa vinda para cá, não temos animais de estimação. E não esperava ter.

Mas tudo mudou de repente.

Há alguns meses, o Marco, meu marido, cogitou a ideia de comprarmos um cachorro. Eu, pessoa sensata e racional, dizia que não, que dá trabalho, que não temos espaço, que não temos onde deixar quando viajarmos... Mas sabe como é como as coisas vão acontecendo, caminhando para o que tem que ser? O primeiro comentário do Marco foi como uma sementinha plantada que foi germinando aos poucos. Desde então, apareceram vários cãezinhos para venda ou doação em nosso caminho.

Quanto a gatos, eu tive alguns quando era criança e o Marco nunca teve e sempre dizia que não gostava dos bichanos. A Lu nunca foi grande fã de cães e dizia que, quando fosse adulta, teria seu gatinho.

Todas estas histórias se convergiram num domingo de sol, quando fomos num agradável almoço no sítio de um amigo do Marco. O anfitrião, muito gentil, era uma das pessoas que havia oferecido filhotes para adoção. Fomos levados a conhecer as instalações do sítio e, num galpão, havia uma ninhada de quatro gatinhos. Amor à primeira vista. Meus filhos se apaixonaram.



Como não se apaixonar?

Depois fomos ver os filhotes caninos. Haviam dois mas um já estava separado para ser doado para outra pessoa. Era pegar ou largar. E a mãe deles, por uma fatalidade, havia morrido atropelada na semana anterior.


Vendo a carinha de apaixonada da Luana, pensei com a cabeça e o coração: Lucas nunca pediu explicitamente mas sempre deixava a entender que ele queria ter um animal de estimação. Quem tem crianças e bichos sabe como faz bem para as crianças, a energia boa que os animais transmitem. Pensei: bom, trabalho por trabalho, um ou dois vai dar na mesma. Ao menos um faz companhia para o outro enquanto estivermos fora, no trabalho e escola. E sugeri para minha filha uma técnica que aprendi com um amigo no trabalho. Disse a ela para pedir ao pai. "O não você já tem", se ele disser não, não vai ser nenhuma novidade. Mas pode ser que ele diga sim. Ela falou e ele respondeu de cara que iria comprar um gato de pelúcia pra ela. Mas lá estava plantada outra sementinha.

Na hora de irmos embora, já com uma dorzinha de termos sonhado e não realizarmos o sonho, meu marido falou: vamos levar então? Os dois? Siimmmm!!

E assim aconteceu. Trouxemos os dois no colo, os coraçõezinhos acelerados de medo. Passamos num pet shop no caminho para comprar os itens de primeira necessidade: ração, cama, caixa de areia e Pipi Dog. Ganhamos parabéns da moça da loja pela dupla adoção.

Na foto abaixo, no caminho para casa, já mais calmos e já juntos na caminha.


Desde então não há um minuto de marasmo aqui em casa, só alegrias, muitas broncas, alguns sustos e momentos de ternura como o da foto abaixo, tirada hoje. Eles dormem juntos e quase sempre na mesma posição :)



Os Nomes


O nome da "cã", como eu gosto de falar, foi escolhido pelo Lucas, em homenagem à personagem criada pelo Maurício de Sousa, da Turma da Mônica.



Já o nome do gato - que meu marido queria que fosse Cebolinha e eu Eduardo (em alusão à música Eduardo e Mônica, do Legião Urbana) - foi escolhido pela Luana. Meu Amigo Totoro é um anime do Estúdio Ghibli, criação de Hayao Miyazaki que eu já havia assistido com as crianças e que tivemos que assistir de novo desta vez na companhia do nosso Totoro. Recomendo!


Quanto ao meu marido e o gato, ainda hoje ele fala, quase que diariamente, que nunca pensou que teria um gato rsrs. Eles são mesmo apaixonantes.

Se você gostou dos filhotes, não deixe de acompanhar o Luka Luluka nas redes sociais, mas se você não aguenta mais vê-los por lá, tenha um pouquinho de paciência pois tem sido irresistível fotografá-los diariamente.

Que a alegria esteja com todos vocês.

5 comentários:

  1. Parabéns pela adoção! Quando li que o Yô sugeriu comprar, já me deu um aperto no peito! Hahaha Eu preciso aprender a lidar com isso.. Tem gente que ainda prefere comprar e eu não vou conseguir mudar isto. Mas histórias como a sua me enchem o coração! Quero muito conhecer a Mônica e o Totoro, que são lindos demais, tô amando as fotos (e sei que é irresistível mesmo fotografá-los o tempo todo)! Haha Se eu tiver filhos, com certeza, eles vão crescer com cachorros em casa! <3

    Beijo pros 6!

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    1. Obrigada, Brenda!
      Acho que não dá pra não ter comércio legal de animais mas as pessoas precisam se conscientizar de duas coisas:
      - A procedência do animal que está sendo vendido, se os animais são tratados com carinho e dignidade e os genitores não só máquinas de fazer filhotes, e
      - Para cada animal à venda, existem tantos outros carentes, precisando de um lar.

      Beijo!!

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    2. Ah!! Estamos ansiosos para que você os conheça também :) <3

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  2. Ah, que lindos!!! Bichos são sempre bem-vindos, alegria na vida da gente, que eles tragam muita alegria e tenham muita saúde! Não tenho mais cachorros, mas os que tive vida a fora são inesquecíveis!
    Parabéns pela coragem da adoção, abração!

    Ah, terminei de ler também A Cidade do Sol, adorei, quanta emoção desperta na gente...e confesso que odiei muito aquele "esposo"...Tomara que o Khaled lance outro logo!

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    1. Querida Dalva, muito obrigada pelo carinho.
      Ah, A Cidade do Sol é tão lindo quanto triste. Triste demais. Só de pensar, fico triste. Khaled Hosseini precisa lançar outro livro logo :)

      Beijos

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