Agora tenho uma vitrola

 Meus olhinhos se enchem de fascínio sempre que vejo aparelhos de som imitando modelos antigos, de madeira. Lembro de ver os primeiros há quase duas décadas atrás, quando morávamos no Japão.

Semana passada eu vi um toca discos compacto, portátil, azul, lindo!! Mandei um Whatsapp para meu marido: "posso comprar um toca discos?". Haha a reação de espanto dele foi engraçada. Eu disse que era novo, turquesa, lindo e o preço era  camarada. Ele disse que me dava de presente.

Existe um mercado de discos de vinil no Brasil, para um seleto público que não abre mão dos "bolachões" e o preço de um vinil novo varia, em média, de 90 a 220 reais. Bastante, não é?

Aí entra a outra parte divertida da brincadeira: garimpar discos usados. Para que eu pudesse ao menos testar o toca discos, fomos no último fim de semana a um conceituado sebo aqui da cidade. Tem que ter olhos de arqueólogo para procurar, entre tantos discos de tantos gêneros e em toda sorte de estado de conservação, os que você goste, não esteja muito riscado a ponto de não tocar e tenha um preço bom. Nesse dia, comprei The Ballad Album, do Nazareth, prensado no Brasil em 1985. Paguei 25 dinheirinhos.

O toca discos chegou antes de ontem e, depois de explicar para o Lucas como funciona e fazer mil recomendações sobre os cuidados necessários, finalmente coloquei a agulha no LP... foi emocionante. Quem nunca ouviu música de vinil antes, pode estranhar. Para mim foi sensacional! O som é diferente, mais palpável. Só (re)vivendo essa experiência para entender o que quero dizer.

Em algum lugar, tenho uma caixa de papelão que eu mesma fiz, pintada de lilás. Tirinhas do Calvin e Haroldo, retiradas do jornal Estado de São Paulo decoram o exterior da caixa. Me lembro de cada detalhe e da maioria dos discos de vinil que tem dentro dela: Pink Floyd, Legião Urbana, Accept e também da história da maioria desses discos: onde comprei, com quem estava. Só não sei em que lugar do tempo e espaço a caixa está. Espero encontrá-la. Também vou tentar convencer meus irmãos a ser a cuidadora de alguns de seus antigos discos, dar dignidade a eles e tirá-los de algum canto empoeirado =)

Andei sondando com amigos e familiares que eu sabia que tinham discos de vinil. Todo mundo que tem ainda ouve ou não ouve mas não quer se desfazer dos discos.

Depois desta primeira busca, vou começar a conhecer e garimpar nas lojas de vinil da cidade.

Faltam fotos do toca discos. Aguardo chegar uma pequena estante que comprei para abrigá-lo e minha coleção de - por enquanto - um vinil (rsrs) então fotografo para vocês o conhecerem.

Tenho estes dois vídeos que fiz terça e hoje. Clica na imagem e abre o video no Instagram, ok?




Quem mais curte vinil? Têm dicas de lojas de vinil na sua cidade ou online, com preço bom e acervo variado?

Abraço, até a próxima!

Um comentário:

  1. Oi Luka,que linda a sua vitrola! Quando eu era criança eu tinha uma parecida com essa sua. Um dia desses vi no shopping uma vermelhinha linda,que eu queria comprar,era R$ 2 mil dilmas,achei cara. Obrigada pelo recadinho no meu blog. Bjsss.

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