O dia em que a Mônica desapareceu

Domingo passado aconteceu algo terrível: por um tempo, cerca de uma hora, Mônica esteve perdida.

Mônica é nossa "câ", para que não sabe. Lá no Instagram @lukaluluka rolam altas fotos dela e do Totoro, o gato.

Tinha sido uma manhã cheia, como são as manhãs de domingo. Apesar de ser um dia relax, meu marido e eu vamos à feira, ao supermercado e, às vezes, em um empório comprar castanhas. Não me lembro porque, mas eu estava chateada com alguma coisa. Chegamos em casa, guardei as compras, higienizei as frutas e legumes e comecei a preparar o almoço.

No momento do preparo de refeições, é sempre a mesma novela: a cozinha é estreita e a Mônica fica andando pra lá e pra cá, porque ela adora ficar onde eu estou e, neste caso, porque ela tem esperanças de ganhar algum petisco. Eu estava distraída e não percebi que ela não estava por perto.

Durante as refeições, outra novela: Mônica, desce, Mônica, não pode, Mônica, vai deitar. Como ela já não é filhote, geralmente ela não perturba tanto, se satisfaz em ficar deitada sob a mesa. Almoçamos tranquilamente e, só quando terminamos, meu marido percebeu e falou: cadê a Mônica?

Cadê a Mônica?

Eu logo falei: será que ela comeu alguma coisa que fez mal pra ela?? Mônica não precisa ser chamada, só na hora de ir dormir na casinha da varanda, à noite. Mônica às vezes precisa ser afastada. Aquilo não era normal.

Saímos procurando por ela pela casa, embaixo das camas, nos quartos e banheiros, e nada.

Eu saí correndo do apartamento, desci pelo elevador até o térreo, olhei pelas duas saídas do prédio, perguntei para algumas pessoas, depois desci até o estacionamento que fica no subsolo, fui até nosso carro, nada! Voltei pra casa e comecei a chorar desesperadamente, imaginando onde ela poderia estar e que eu precisava encontrá-la e logo. Meu marido disse que ia sair para procurá-la, que estava levando o celular e pra eu ficar em casa.

Um minuto depois, eu pensei "vou sair também para procurá-la. Vou avisar as crianças e dizer para eles ficarem atentos". "Lucas? Lucas? LUCAS??? Mas não é possível, $¨&$@#. Liguei para meu marido e o Lucas tinha ido com ele. No meu desespero, não tinha visto.

Saímos, Luana e eu e combinamos: ela desceria as escadas e eu subiria. Escadas de incêndio com duas portas de acesso. Eu abria cada uma delas, olhava e chamava por ela. Já cinco andares acima, meu marido me liga.

Se você pensou que esta seria uma história engraçada, que ela não tinha saído de casa e que estava dormindo no cesto de roupas ou coisa assim, se enganou.

Não sabemos ao certo o que aconteceu mas temos uma teoria. Meu marido estava mexendo na caixa de fios da TV à cabo, que fica no corredor do andar. Tínhamos tido um problema com a instalação de uma nova operadora e o técnico tinha dito que havia um entupimento nos canos. Meu marido estava tentando fazer a limpeza e ficava dentro e fora de casa, deixando a porta do apartamento aberta. Ali, além da porta dos outros apartamentos e do elevador, há a porta corta-fogo que dá acesso à escada de incêndio e, na outra ponta do corredor de incêndio, há outra porta corta-fogo e, além, o local onde ficam as lixeiras. Eu devo ter saído para jogar lixo, meu marido estava no corredor, a Mônica me viu saindo e me seguiu. Vendo-se na escada de incêndio e sem ninguém por perto, o instinto dela foi subir as escadas, porque quando vamos caminhar, descemos e subimos de escada. Penso que ela tenha associado o ato de subir escadas ao de voltar pra casa.

Meu marido a encontrou no 19o. andar do prédio, o último!! Moramos no 6o. andar e ele disse que as luzes estavam acesas no 18o e 19o. andar. Ela deve ter chegado ao final da escada, não sabia o que fazer e entrou em looping nos últimos dois andares.

Voltando para o apartamento, encontrei a Luana no elevador, contei a boa notícia pra ela e ficamos esperando. Eu estava muito impaciente e fui encontrar com eles no caminho. Subi um andar de escada e percebi como eu estava cansada. Fui até o elevador e lá estavam os três: meu marido,meu filho e a Mõnica!

Ah, menina, quanto medo eu senti nesses minutos. Imaginar a minha cachorrinha, aquele ser doce e carente, que vive pra estar conosco, que não conhece nada da rua, perdida, assutada. Eu quase morri. Depois que a trouxe pra casa, limpei suas patinhas, dei água fresca e então me sentei no chão e comecei a chorar compulsivamente, de alívio e medo.

Mônica, a aventureira

Passado o susto, tudo voltou ao normal. Naquela noite ela e Totoro dormiram dentro de casa e tudo está em paz desde então. Gratidão.

oOo

Que a alegria esteja com todos vocês.


San


3 comentários:

  1. Nooooooooooooossa!Que susto essa danadinha deu! Ainda bem,terminou bem! Gratidão é preciso! bjs, chica

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  2. Imagino como vcs se sentiram! A Meg, a yorkshire de minha filha, escapou pelo portão aberto e uma pessoa da rua de cima a catou! Foi um sufoco para a encontrarmos e a reavermos! Muito desespero!! Graças a Deus que deu tudo certo!!

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  3. Menina, que sufoco, que susto!! Ainda bem que tudo terminou bem e ela pode estar com vocês novamente. Ter um animal perdido e muito triste, sem carinho, sem proteção...Vida longa e saúde aos bichinhos aí!

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